31 de dezembro de 2011

Feliz 2012!

Eu acredito que se pedirmos algo com o coração a alcançaremos e por isso sempre faço o meu pedido de ano novo. Esse ano pedirei o que pedi no ano passado, por que estou mais que certa de que isso é tudo o que eu realmente preciso e é a garantia de que todos os meus dias de 2012 serão ainda mais felizes. E a vocês desejo o mesmo para esse novo ano!

EU QUERO É DEUS PARA MIM E PARA VOCÊ! FELIZ 2012!

"Deus Pai, obrigado pelas bênçãos deste ano que esta passando. Por favor, guie-me na minha busca de usar suas bênçãos no próximo ano. Inspire minha confiança sobre meu futuro no Senhor e encha-me com alegria por causa da sua salvação. Por tudo que foi bom, santo e gracioso, eu Te agradeço e Te louvo. Por todas as maneiras que tenho pecado, falhado ou tropeçado, eu peco seu perdão. E para amanha, e um novo dia e um novo ano, espero com antecipação e alegria porque sei que verei as bênçãos, ou estarei no céu com o Senhor onde dias e anos não importam mais. No nome de Jesus eu oro. Amem."
(oração retirada daqui:http://www.iluminalma.com/dph/)

29 de dezembro de 2011

Um dia muito especial!

Hoje a felicidade transborda em mim! Acordei, preparei tudo o que o Miguel mais gosta de comer, coloquei na mesa e estou aqui contando os segundos para ver a carinha dele quando acordar. Quero abraçá-lo bem forte e dizer: Feliz aniversário de 4 anos, meu amor! Hoje, quero demonstrar em cada olhar, em cada palavra, em cada balão que eu encher, enfeite que eu preparar, doce que eu enrolar, bolo que eu confeitar, o quanto a chegada dele mudou a minha vida, o quanto ele faz a minha vida mais feliz!

Desde o dia do seu nascimento vejo que ele chegou no momento certo e que a sua chegada foi a maneira que Deus usou para corrigir a rota da minha vida. É incrível como ele transformou tudo, como trouxe o equilíbrio e a forca para que eu e o Bebeto pudéssemos seguir a vontade de Deus, abandonando os nossos medos. E eu agradeço a Deus todos os dias por esse presente! Agradeço por cada detalhe que Deus desenhou com tanto cuidado, por que Deus fez o Miguelzinho de uma forma especial e do tamanho exato que eu, o Bebeto e o Davi precisávamos para encontrarmos juntos a felicidade.

O meu desejo para hoje e para sempre é aquele de todos os pais e mães: felicidade sem fim, bencaos sem medida, saúde, paz, sucesso, sabedoria e tudo de melhor que houver nessa vida. Mas, especialmente, desejo que o Miguel esteja sempre no centro da vontade de Deus. Que ele continue reconhecendo Jesus em todas as coisas, por que não há nada de maior valor no mundo que reconhecer a graça, a misericórdia e o amor infinito do Pai por nós.

E para o Miguelzinho: TUDO! TUDO! TUDO!

22 de dezembro de 2011

Feliz Natal!

Viajo amanha bem cedo para passar o natal com alguns amigos, então deixo aqui, antecipadamente, o meu desejo de que o nosso natal seja cheio de luz, paz, amor. Que possamos comemorar, com os nossos coracoes transbordando amor, aquele que é o verdadeiro motivo dessa data existir: Jesus.

E lembre-se no natal e em todos os dias da sua vida: Ele nos ama e nunca nos deixa só!

"Porque d'Ele e por Ele, e para Ele, são todas as coisas; glória, pois, a Ele eternamente. Amém." Romanos 11:36

20 de dezembro de 2011

Dia de agradecer

Mais uma vez fecho um ciclo e com a graça infinita de Deus recomeço outro. Agradeço a Deus de coração por tudo o que Ele fez por mim nesse ano. Como eu fui feliz durante todos esses anos que Deus me concedeu. Claro que tive dias difíceis na minha vida. Dias em que eu quis desistir, dias em que eu chorei. Mas, como eu tenho certeza que Ele esteve comigo em cada um de todos os meus dias; nos fáceis, nos difíceis, nos dias de sol e naqueles em que eu só vi nuvens ao redor de mim.

Ele sempre esteve ao meu lado. Dia após dia, me sustentando com as Suas mãos, me carregando em Seus braços, me envolvendo no Seu doce amor. Como foi e é real a Sua presença me conduzindo a lugares mais altos que os meus problemas, que os meus medos, que as minhas frustracoes. Como foi e é real a felicidade sem fim que Ele tem derramado dia após dia no meu coração.

Agradeço a Deus e o que peco a Ele nesse dia, é o mesmo que tenho pedido em todos os outros: que Ele esteja comigo, que Ele coloque em meu coração uma vontade enorme de viver a vontade Dele na minha vida durante todos os dias que ainda me restam. Que eu não canse de buscá-lo, de adorá-lo e de reconhecer tudo o que Ele sempre fez e faz por mim. E que esse novo ano de vida seja ainda mais especial! Amém!

Os meus dias estão nas tuas mãos. Salmos 31:15

13 de dezembro de 2011

Mau humor

Ah, eu sei! O blog tá abandonado e isso me deixa triste demais. Eu adoro escrever aqui, me relaxa, sem falar que eu gosto da ideia de ir escrevendo o dia a dia para que os meninos conheçam um pouco da nossa história quando estiverem maiores. O pior, é que se fosse só o blog que tá ficando de lado na minha vida, era fácil para resolver. Eu passo o dia, de um lado para o outro tentando dar conta de tudo. Sei que não sou uma super mulher, que não preciso resolver os problemas do mundo num dia só, mas alguém me ensina conviver com a frustração de não ter tempo para nada, nada mesmo.

Acho que final de ano estressa a gente mais ainda. É uma porção de festinhas de natal para todo o lado e com elas o pedido que você leve um bolo ou alguns biscoitos natalinos. Tem festa na escola, na escola de música, na empresa onde o marido trabalha. Tem aquelas listas enormes de presentes que você tem que providenciar, saindo debaixo de chuva ou neve, num frio de lascar, fazendo um malabarismo danado para empurrar o carrinho e segurar a sombrinha. Tem as enormes filas das lojas, que te fazem cozinhar mais tempo dentro de três ou quatro camadas de roupa.

Tem a viagem para o Brasil a menos de um mês, que deveria ser motivo de alegria, mas que gera um estresse danado, quando você lembra das cobranças que vai ter que aguentar de algumas pessoas lá. Tem também a lista de encomendas dos amigos, dos parentes; os presentes que você jura que não vai levar e acaba vendo que não tem jeito. Tem as malas para arrumar e a tarefa quase impossível de fazer tudo caber lá dentro e de transformar todas as tralhas em 23 quilos.

Ai, gente! Hoje eu to com um mau humor danado e acho que nem deveria estar escrevendo aqui. Mas, se eu não desabafo um pouco, acho que não durmo hoje! Será que esse mau humor está ligado ao fato de estar ficando mais velha na semana que vem? Eu deveria estar feliz, afinal adoro meu aniversário, vou comemorar com 3 amigas que ganhei por causa do blog, depois vou ter um natal especial com a família que Deus nos deu aqui na Alemanha e depois vou comemorar o aniversário do meu pequenino que já vai completar 4 anos.

Deveria estar feliz, por que apesar das dificuldades normais do dia a dia, do fato de não dormir direito há quase seis meses, de ter minha casa em estado caótico, de não ter tempo para estudar para tirar a carteira de motorista, de não ter tempo para exercitar, de ter que sair debaixo de chuva umas 4 vezes por dia para dar conta das obrigacoes sociais do Miguel, tudo vai bem. Mas, tem dias que são assim, não são? O mau humor vem com forca total e sai derrubando tudo ao redor. Bom, ainda bem que ele passa rápidinho também. Mas, por hoje, só por hoje, vou ser egoísta e reclamona. Tomara que eu não afugente ninguém daqui.

Vou deixar esse pequeno trecho aqui para ler amanha bem cedo e para nao deixar que meu mau humor me faca esquecer, que mesmo nesses dias difíceis eu nunca estou só:
"Se começarmos o dia sabendo que Deus o fez, e nos permitir viver nele, nossa perspectiva será sempre positiva, mesmo que os dias possam vir a ser ruins."
"Este é o dia que o Senhor fez; vamos regozijar-nos e alegrar-nos nele." - Sl 118:24

7 de dezembro de 2011

Nikolaustag e preparativos para o Natal

Foi só dezembro chegar que o clima de Natal se instalou por toda a parte: feirinhas de natal, lindas decoracoes, frio e neve. Esse ano o Natal tem um gostinho especial para nós. O Miguel já entende melhor as tradicoes, comemorou com ansiedade a chegada de São Nicolau ontem na escola, tá adorando abrir as janelinhas do calendário do advento, ajudou a montar a árvore e já até escreveu a cartinha para o Papai Noel para garantir que vai ganhar seu tão desejado ICE (trem rápido). O Davi, tentando alcançar os enfeites da árvore, também participa, claro que de um jeito diferente, mas não menos importante e emocionante para nós.

A sensação que tenho desse Natal, é que será muito especial por ser o primeiro que passamos nós quatro, a família completa que a gente sonhou e que Deus nos concedeu. Sem falar que vamos comemorar a data ao lado de amigos muito especiais, com tudo o que temos direito e dando o melhor de nós para comemorar a data que simboliza o nascimento de Jesus como homem, fazendo assim com que todos nós pudéssemos nos tornar filhos de Deus. E que dezembro (mês que na minha opinião é o mês mais lindo do ano) seja repleto de coisas boas para todos nós.


1 de dezembro de 2011

Algumas

O Davi fez 5 meses e salta aos olhos o desenvolvimento do pequeno. Ele já controla bem a cabecinha, já fica sentado por alguns segundos sem cair, já descobriu que os pezinhos tem um gosto delicioso e adora gritar. Ele já consegue se interagir bem conosco, principalmente com o Miguelzinho. Dá para perceber que o negócio dele é ficar com a turminha do barulho (leia-se: papai e Miguel).

Há uma semana o Miguelzinho não está bem. Depois de 4 dias de tosse e febre, fomos ao médico que o diagnosticou com bronquite. E por causa dos antibióticos, agora ele está com diarreia e uma assadura daquelas de fazer a mãe chorar. Morro de pena de ver o pequenino assim. E ele tá num dengo, choroso, não quer comer nada; pelo menos voltou a cantar, sinal que logo logo ele vai se recuperar dessa.

Fiz uma cirurgia na quinta feira passada para retirar um dos meus sisos que nasceu deitado. Eu fugi o quanto pude do procedimento (mais ou menos uns 10 anos), mas tive que encarar por que estava sofrendo muito com a dor. A cirurgia foi difícil por causa da posição do dente, mas a recuperação está sendo bem mais fácil do que eu imaginava, exceto por uma dor tardia que começou a me incomodar na terça. Vou esperar mais um pouco para decidir se devo voltar no consultório. Mas, confesso só de pensar sinto vontade de chorar, tamanho é o medo e trauma que tenho de dentista.

Novembro acabou e o frio ainda ano chegou por aqui. Dizem que nunca houve um novembro com temperaturas tão amenas (leia-se: máximo de 10 graus). Eu fico feliz demais por isso e estou torcendo para que dezembro siga no mesmo ritmo, mesmo que seja sonhar alto demais.

15 de novembro de 2011

Mofo e a umidade dentro dos apartamentos

Para mim não tem coisa mais chata do que a rotina diária para retirar a umidade de dentro do apartamento. Abre janela até a umidade sair (nisso o cômodo compete com o freezer em quem está mais gelado), depois liga o aquecedor e deixa o cômodo aquecer. A sugestão é que a janela seja aberta de 3 a 5 minutos, pelo menos 3 vezes ao dia, agora pela manha, até que a umidade saia completamente, é preciso bem mais tempo. No banheiro e na cozinha a regra é: cozinhou ou tomou banho, abra a janela. Ah, em hipótese alguma deve-se secar roupa dentro de casa. A temperatura ideal para o dia é de 21 graus e a noite 19 graus. E se a teoria já é um saco, imagina isso tudo na prática?

Nem preciso dizer que não consigo fazer isso todos os dias, ? (que a proprietária do apartamento não aprenda português e não leia o meu blog) Mas, até que ventilo bem o apartamento e tento seguir a rotina, por mais chata, cansativa e fria que ela seja. Mas, não tem jeito e basta o frio chegar, que vejo bem lá no alto da parede do meu quarto e do quarto do Miguel (nas paredes que dão para a rua), uma manchas amareladas de mofo. Mas, aqui existem bons produtos para lidar com o mofo. É comprar, passar e matar o medonho.

Mas não é que há algum tempo temos tido alergia lá no quarto? O motivo era desconhecido. O Bebeto apostava nas cortinas, eu achava que era o tapete. Tirei um, fiz o teste e nada; tirei o outro e nada, até desistir de achar a razão para tanta dor de ganganta e espirro. Então, na semana passada fui pegar as roupas de frio que eu guardava na parte de baixo do guarda roupa e me dei conta de que tudo estava cheirando mofo. Levei dois dias para ter coragem de mexer lá dentro. Arredei o guarda roupa e constatei que a parede estava toda mofada. Sentei, chorei, desmontei o guarda roupa, criei coragem, lavei e dobrei roupa dois dias sem parar. E aprendi a lição: nunca mais coloco móvel nenhum grudado nas paredes desses apartamentos daqui, vou me agarrar ainda mais a triste rotina do abrir e fechar janelas e espalhá-la por ai, afinal a maioria dos brasileiros que vem morar aqui, só aprende isso da pior maneira possível.

11 de novembro de 2011

Eu te ajudo!

Essa semana foi mais corrida que o normal. Vacinas e seus terríveis efeitos, noites sem dormir, furto (não foi comigo, depois eu conto), duas viagens; uma por diversão, outra por necessidade, ambas totalmente estressantes, já que mãe precisa carregar uma parte do mundo nas costas e a outra no carrinho e ainda dar conta de colocar tudo dentro do ônibus. E para fechar a semana, hoje tem festa na escola do Miguel no inicio da noite, que diga-se de passagem será cinza e fria. Ufa! Não vejo a hora dessa semana acabar, o pior é que as duas próximas semanas também prometem. E para me dar forcas para encarar o restante da sexta e os dias agitados que estão por vir só mesmo a doce palavra do meu Pai...

“. . . tu, a quem tomei das extremidades da terra, e chamei dos seus cantos mais remotos, e a quem disse: Tu és o meu servo, eu te escolhi e não te rejeitei, não temas, porque eu sou contigo; não te assombres, porque eu sou o teu Deus; eu te fortaleço, e te ajudo, e te sustento com a minha destra fiel. Eis que envergonhados e confundidos serão todos os que estão indignados contra ti; serão reduzidos a nada, e os que contendem contigo perecerão. Aos que pelejam contra ti, buscá-los-ás, porém não os acharás; serão reduzidos a nada e a coisa de nenhum valor os que fazem guerra contra ti. Porque eu, o SENHOR, teu Deus, te tomo pela tua mão direita e te digo: Não temas, que eu te ajudo." (Isaías 41:9-13)

8 de novembro de 2011

Filhos são do Mundo

"Devemos criar os filhos para o mundo. Torná-los autônomos, libertos, até de nossas ordens. A partir de certa idade, só valem conselhos. Especialistas ensinaram-nos a acreditar que só esta postura torna adulto aquele bebê que um dia levamos na barriga. E a maioria de nós pais acredita e tenta fazer isso. O que não nos impede de sofrer quando fazem escolhas diferentes daquelas que gostaríamos ou quando eles próprios sofrem pelas escolhas que recomendamos.

Então, filho é um ser que nos emprestaram para um curso intensivo de como amar alguém além de nós mesmos, de como mudar nossos piores defeitos para darmos os melhores exemplos e de aprendermos a ter coragem. Isto mesmo! Ser pai ou mãe é o maior ato de coragem que alguém pode ter, porque é se expor a todo tipo de dor, principalmente da incerteza de estar agindo corretamente e do medo de perder algo tão amado.

Perder? Como? Não é nosso, recordam-se? Foi apenas um empréstimo! Então, de quem são nossos filhos? Eu acredito que são de Deus, mas com respeito aos ateus digamos que são deles próprios, donos de suas vidas, porém, um tempo precisaram ser dependentes dos pais para crescerem, biológica, sociológica, psicológica e emocionalmente. E o meu sentimento, a minha dedicação, o meu investimento? Não deveriam retornar em sorrisos, orgulho, netos e amparo na velhice? Pensar assim é entender os filhos como nossos e eles, não se esqueçam, são do mundo!

Volto para casa ao fim do plantão, início de férias, mais tempo para os fillhos, olho meus pequenos pimpolhos e penso como seria bom se não fossem apenas empréstimo! Mas é. Eles são do mundo. O problema é que meu coração já é deles. Santo anjo do Senhor.. . É a mais concreta realidade. Só resta a nós, mães e pais, rezar e aproveitar todos os momentos possíveis ao lado das nossas 'crias', que mesmo sendo 'emprestadas' são a maior parte de nós!!!"

(José Saramago)

4 de novembro de 2011

Adoro!


Adoro ouvir você brincar, fazendo vozes e sons diferentes para cada bichinho, carrinho, trenzinho...

Adoro ouvir você cantar, dar melodia para qualquer coisa que te vem na cabeça...

Adoro ver seus olhos brilhando diante dos seus desenhos preferidos...

Adoro quando você me pede pra fazer bolo e faz questão de me ajudar...

Adoro receber o seu bom dia a cada manha; ele vem sempre acompanhado de um beijo molhado...

Adoro ver você conversando e cuidando do seu irmaozinho...

Adoro quando você bate o pé e diz firme: "não, mamãe!", mostrando que tem personalidade forte e que já sabe o que quer (mas isso só vou deixar você saber quando crescer)...

Adoro quando você diz que o Papai do céu é bom e que Ele ajuda; você já tá aprendendo o que importa de verdade...

Adoro ouvir você falando alemão e traduzindo um monte de coisas para o português quando eu não consigo entender...

Adoro perceber que há tanto de mim em você...

Adoro ouvir você dizer que me ama e pensar que esse amor vai me acompanhar dia após dia e que ele fará a minha vida sempre melhor!

Te amo, Miguelzinho!

2 de novembro de 2011

Legoland Alemanha

Imagine uma cidade inteira de Lego. Parece sonho de criança, né? Mas, é de verdade e não muito longe aqui de casa. Então aproveitamos o feriado prolongado e fomos nos divertir com os nossos pequenos, nesse parque temático que faz a alegria de crianças de todas as idades, inclusive as que estão na casa dos trinta. São inúmeras atracoes. Mini cidades, trens, barcos, carrinhos, animais, tudo o que a gente imagina e o que nunca imagiou que possa ser feito de lego. Nem preciso dizer a felicidade do Miguelzinho num parque construído com um dos seus brinquedos favoritos, né?


O parque está localizado entre München e Stuttgart, na cidade de Günzburg. Na minha opinião, tem atracoes suficientes para dois dias e inclusive o parque oferece hospedagem, por um preço não muito baixo, mas que facilita muito quando você está com crianças pequenas ou sem carro. Outra coisa interessante, se você mora na Alemanha, é adquirir o ticket anual que sai bem mais em conta que o ticket para um dia só. O parque fecha durante o inverno, então é bom consultar o site antes de ir. Ah, e eu indico que você, mesmo no verão, vá super agasalhado, por que aquela região é fria de doer.


PS. Essa foi a primeira viagem que fizemos depois que ganhamos um presentao do Papai do Céu. Eu ainda não tinha contado aqui, mas o Bebeto tirou a carteira alemã no mês passado. Parece que demorou demais, afinal já são 5 anos morando aqui. Mas, a verdade é que tudo tem acontecido no tempo certo nas nossas vidas e tem sido maravilhoso provar as inúmeras bencaos que Deus tem derramado sobre nós. À Ele seja toda a glória!

30 de outubro de 2011

A primeira papinha

Comecei a introduzir novos alimentos assim que o Davi completou 4 meses. Como eu disse num post anterior, foi uma escolha minha, pesando algumas coisas importantes para mim, mas ciente de que o leite materno é suficiente para alimentar a criança até o sexto mês. Aqui na Alemanha, os médicos aconselham que se comece pelas papinhas salgadas, dando sempre o mesmo alimento por 3 ou 4 dias e ir acrescentando outros legumes a medida que for verificado que a criança não teve reacao alérgica ao primeiro. Eles não costumam dar sucos para o bebê. E para eles, se a criança pega gosto pelas frutas não pega pelos legumes depois. Eu não sei se no Brasil os pediatras pensam assim também, pelo menos a pediatra do Miguel me aconselhou a começar com os suquinhos e frutas e só depois passar para a sopa. Eu fiz do jeito que ela me aconselhou e até hoje ele não gosta de frutas e ama de paixão legumes, provando mais uma vez que cada criança é diferente.

Com o Davi eu comecei pela cenoura e agora estou oferecendo cenoura com batata. Ele simplesmente adora e come feito gente grande! Também dou suco de maca misturado com chá de funcho e já dei banana com maca. Até agora não tivemos problema com nenhum dos alimentos e o intestino dele tem funcionado como antes, a cada dois dias. O que reparei é que ele não pode ver ninguém comendo que fica com aquela carinha de "eu quero", principalmente se o alguém for o Miguelzinho. Também tenho oferecido uma quantidade bem pequena de papinha (comecei com 4 colheres de chá) e estou aumentando aos poucos. Ainda ofereço o leite materno em livre demanda e deixo ele se esbaldar com o seu alimento preferido, garantindo assim tudo o que ele precisa.

Alimentar o Davi tem sido uma experiência deliciosa, por que sinto que ele está preparado para isso. Acho que esse é o segredo: sentir quando é a hora certa para você e o bebê, fazendo sem pressa e passando todo amor e confiança para o seu nenem na hora da comidinha. No inicio, a gente se sente um pouco perdida, afinal é uma experiência nova também para a mamãe, mas com toda a calma e não deixando a amamentação de lado não tem com a gente errar e a gente pode ficar segura que o bebê está recebendo todas as vitaminas necessárias para crescer forte e saudável.

28 de outubro de 2011

Roupa suja se lava em casa (nao aqui!)

Há três semanas minha máquina de lavar decidiu que tinha chegado a hora do seu descanso eterno. Eu não estava nem um pouco preparada para perder a minha melhor amiga e fui logo encomendando outra, sem saber que ali começava uma grande dor de cabeça para mim. O site do supermercado prometia a entrega em dois ou três dias úteis. Para o meu desespero se passaram cinco dias úteis até que a máquina chegasse. Sexta-feira, 11 da manha, a empresa de entrega chega e diz que eu poderia subir com a máquina. Como assim? Eles entregam, mas quem tem que subir com a máquina é o cliente, que no caso é uma mulher que inclusive passou por uma cesária há quatro meses. Ah, e ele também não tinha autorização para me ajudar a subir.

Ele disse que poderia deixar a máquina ali fora, ou que eu poderia chamar o vizinho para me ajudar. Era só escolher: ou eu chamava o vizinho que tem problema na perna e mal aguenta o seu próprio peso ou eu deixava a máquina ali, tomando uma chuvinha, até o Bebeto chegar à noite. Fácil assim! Combinei com o dito cujo para ele voltar na segunda-feira e cá estou eu, esperando até hoje. Ou melhor, até ontem. Ao invés de aparecer, ele devolveu a máquina para o supermercado (como se eu tivesse devolvido), que me mandou um email avisando e devolveu o meu dinheiro. Pode? Claro que eu mandei um email reclamando, mas o supermercado nem se deu ao luxo de me responder de volta e de esclarecer o ocorrido.

Acabei tendo que lavar a roupa suja na casa da vizinha, que se ofereceu quando me encontrou ontem na escada, perguntou se estava tudo bem e eu acabei contando o acontecido. Hoje o marido dela e o Bebeto vão ao bendito supermercado comprar uma outra máquina, para me salvar, por que depois de três semanas, eu não tive coragem de dar toda a roupa para ela lavar, né? E eu preciso confessar que já tinha comprado algumas roupas novas para o Miguel e para o Bebeto e a minha sorte é que o Davi tem roupas pra dar e vender. E nao, nao passou pela minha cabeca em nenhum momento lavar as roupas na mao, afinal nem tanque eu tenho em casa. Agora é esperar e torcer para que a minha dor de cabeça seja só pela quantidade enorme de roupas que eu terei que passar nos próximos dias.

Imagem retirada daqui.

27 de outubro de 2011

Longe da família?

Sempre alguém questiona como eu dou conta de criar meus filhos longe da família, sem ajuda de ninguém. Também já ouvi por ai, que a falta de convivência com os parentes poderia causar alguns problemas para os meninos. Quando a gente decide se aventurar no mundo da maternidade, sabe que não será fácil, que surgirão dúvidas, que a gente vai errar feio, e que no fundo, mesmo que a gente viva numa casa repleta de parentes, a decisão deverá ser sempre somente do pai e da mãe. Para mim essa é a receita de sucesso tanto para o relacionamento do casal, quanto para a criação dos filhos: ninguém deve meter a colher, por mais experiência e boa intenção que tenha.

Eu sinto muita falta da minha família. Depois de 5 anos morando fora, a saudade mudou um pouco. Não é mais aquele sentimento avassalador, que me amargurava e me fazia sofrer dia e noite; ainda me acompanha todos os dias, mas de uma forma gostosa, sem fazer mal ou causar dor. Sinto falta de tê-los por perto, de rir e chorar junto, de participar das conquistas deles, mas eu nunca deixei de viver tudo isso por morar longe. Da mesma forma que a minha família nunca esteve fora da vida dos meus filhos e nunca estará, mesmo morando a 10.000 km de distancia.

Eu não acho que viver longe dos avós, dos tios e primos vai trazer trauma para os meus filhos. Tenho certeza que morar longe deles, não fará com que os meus filhos sejam menos ou mais felizes. Mesmo por que, Deus nos deu um grande presente e a gente tem convivido com muitas pessoas especiais por aqui. Amigos muito chegados, amigos que são como irmãos e que são a nossa família por aqui. Pessoas com quem a gente sempre pode contar, que participam das nossas alegrias e nos ajudam nos momentos difíceis. Pessoas que se preocupam, que tem um carinho especial por nós e pelos nossos pequenos e que parecem nos acompanhar desde sempre. Isso é ou não é ter família por perto?

E à essa nova família que nós encontramos por aqui, aos amigos que tem feito nossos dias melhores, o nosso amor, nossa gratidão e amizade eterna! E um beijo especial a essa parte da nossa nova família que veio colorir o nosso fim de semana e que nos fez muito bem. Obrigada Flor e Rainer pela visita!

25 de outubro de 2011

Tempo livre

A medida que o bebê cresce as coisas vão se ajeitando e a gente acaba arrumando um tempinho livre. São momentos raros, mas é melhor do que nos primeiros meses, quando a gente nem respira e só pensa em cama. Não dá pra fazer tudo o que a gente tem vontade ou precisa, mas tenho aprendido que é um tempinho essencial para dar aquela revigorada no ânimo e para manter a sanidade mental, afinal criar filho é maravilhoso mas não é tarefa fácil.

A minha primeira reacao ao me deparar com um tempinho livre é ir ajeitar a casa. Organizar o guarda roupa que mais parece uma armadilha para derrubar alguém com uma bola gigante de roupas, limpar os armários, lavar o banheiro. Mas, uma coisa que eu aprendi depois que vim morar na Alemanha é que limpar menos significa viver mais. A gente perde tempo demais com limpeza, enquanto poderia curtir mais as coisas que nos dá prazer. Ouvir uma boa música, conversar com uma amiga, fazer a unha, tomar um banho de banheira, ler um livro ou apenas ficar de pernas para o ar.

Eu to aqui curtindo meu tempinho livre do dia nesse momento, matando a saudade de escrever no blog. Meu anjinho tá dormindo sem dor de barriga (pelo menos nesse momento) e meu papagainho falante tá jogando vídeo game com o papai, dando para a mamãe o merecido descanso depois de um dia daqueles. A casa? Essa fica pra quando eu tiver tempo sobrando, desse tempo que eu resolvi me dar a cada dia para fazer o que é realmente importante para ser feliz.

19 de outubro de 2011

4 meses


O tempo voa, não? Um dia desses eu estava aqui compartilhando o nosso plano de engravidar e hoje comemoro 4 meses do meu pequenino. Graças a Deus! Cada dia na vida de um bebê é marcado por um desenvolvimento enorme, novas descobertas, pequenas grandes coisas que deixam os pais boquiabertos. E é assim que tem sido por aqui. O Davi nos enche de alegria e orgulho, nos assusta as vezes, nos ensina coisas novas, nos faz reviver coisas que vivemos com o Miguel e que nem lembrávamos mais. Ele completou e completa a nossa felicidade a cada dia de vida que Deus concede a ele.

Na semana retrasada ele tomou as primeiras vacinas e teve o seu quarto exame médico. Tudo vai bem, graças a Deus. Ele está (ou melhor, estava por que dá pra ver que já engordou mais um "cadinho") com 6,200 gramas e 63 centímetros. Todo mundo acha que ele é gordinho, mas está só com um pouco a mais do que o Miguel tinha na idade dele. O que deixa todo mundo enganado, é que a gordura dele está quase toda concentrada nas bochechas. Inclusive é o que mais chama atenção quando saio na rua com ele, junto com os cabelos pretos (preto para os alemães, é claro!).

Aproveitei a consulta para tirar algumas dúvidas sobre a alimentação, pois já vou iniciar as papinhas agora no quarto mês. Sou a favor de amamentar a criança o máximo possível, sei que a criança não precisa de mais nada até o sexto mês, mas não quero amamentar exclusivamente até lá e tenho os meus motivos pra isso. O mais forte dele é que vamos viajar em janeiro e quero ter tempo para que o organismo dele vá se acostumando com a alimentação e quero fazer tudo bem devagar. É aquela velha estória de que cada um sabe o que é melhor para si, e cada mãe sabe o que é melhor para os seus filhos, né?

Também conversei com a médica sobre as cólicas e ele me sugeriu esperar mais 3 semanas. O Davi, mesmo completando 4 meses, ainda sofre com as benditas. A médica me disse que algumas mães passam bactérias através do leite e que deve ser o caso e por isso as danadinhas não largam da barriguinha do pequeno. Não sei não, começo a pensar que o Davi tem intolerância a lactose, como eu, e que o que está atrapalhando é o leite de vaca e derivados que eu ando consumindo. Ela disse que a gente pode fazer uma ginástica que costuma ajudar, caso ele não melhore logo. Vamos ver! O que eu sei é que mãe tem uma forca sem fim, que se renova a cada dia. Mesmo sem dormir direito nesses 4 meses, me sinto forte como um leão e sinto uma felicidade enorme por ver no rostinho do meu filho que o meu esforço, dedicação, carinho e o meu amor jamais serão em vão.

13 de outubro de 2011

Incomparável, irresistível, sem limites...

Eu ando numa felicidade sem fim. Uma alegria que enche o meu peito e me faz sentir vontade de sair gritando por ai, colocando pra fora esse sentimento, com partilhando, dividindo. Sabe, eu agradeço a Deus tudo o que Ele tem me dado e graças a Deus as bencaos que Ele tem derramado não são poucas. Mas, o que sinto, não tem a ver com um momento bom, por que eu também tenho muitas lutas e muitos momentos onde tudo fica difícil demais. O que sinto tem a ver com um amor incomparável, irresistível, sem limites. Um amor que transforma e que nao permite que a gente seja o mesmo depois de experimentá-lo. E já que eu não posso sair gritando por ai, e nem posso gritar aqui para não acordar o Davi, venho aqui gritar bem alto e colocar pra fora o que tem me feito a pessoa mais feliz dessa terra:

JESUS, EU TE AMO! OBRIGADA POR ESSE AMOR QUE VAI ALÉM DO QUE EU POSSA IMAGINAR, QUE VENCEU A PRÓPRIA MORTE E QUE É MAIOR DO QUE TODA A MINHA DOR! É INCOMPARÁVEL, IRRESISTÍVEL E SEM LIMITES!


5 de outubro de 2011

Resultado do primeiro ensaio fotográfico

E para quem ainda não viu, segue o link com as nossas fotos. Eu tenho que ficar muito orgulhosa desses meus meninos lindos, né?

http://cissa.eu/blog/2011/10/liza-bebeto-miguel-und-davi-familieshooting-bei-villingen-schwenningen/

4 de outubro de 2011

Educando um filho

O Miguel demorou muito para falar. Alguns dizem que devido ao contato com duas línguas, outros acham que ele teve pouco contato com outras pessoas e já ouvi até que a culpa é minha. Na minha opinião não foi nada disso. Claro que eu cometi erros e ainda os cometo, mas a verdade é que cada criança tem seu tempo e só quando ela está preparada é que vai falar, andar, pular e correr por ai.  As pessoas tem mania de rotular, generalizar, comparar e esquecem que ninguém é igual a ninguém. Por causa da demora da fala, ele se tornou agressivo na escola. Não conseguia se expressar com palavras, ia lá e mordia, empurrava e se agarrava com qualquer um que lhe tomasse um brinquedo. Alemão não tá acostumado com isso. Foram logo dizendo que isso não era normal e encaminharam ele para tratamento. 

Foi em médico especializado em desenvolvimento, psicóloga, faz terapia com psico-pedagoga e fonoaudiologa e ainda tem uma pessoa na escola para tomar conta dele e fazer a integração dele com as outras crianças. O governo paga quase 800 euros para essa educadora acompanha-lo por 8 horas na semana. Sinceramente, acho um pouco de exagero. Mãe conhece o filho que tem e eu conheço o meu. Sei que ele não tem problema nenhum, mas eu prefiro pecar por excesso que por falta. Ter um super acompanhamento não vai fazer mal, pelo contrário, só vai ajuda-lo a desenvolver e a vencer suas dificuldades ainda mais rápido, sem falar que isso acaba ajudando demais no aprendizado do alemão.

Eu tenho tido vários problemas na escola dele. Eles não aceitam que o Miguel vá todos os dias, apenas nas 8 horas em que a "babá" dele está lá. Então ele acaba não tendo uma rotina e passa pouco tempo em contato com a língua alemã. A explicação deles é que são 26 crianças para duas educadoras tomarem conta e como ele exige um pouco de atenção, é pedir demais que elas ainda tenham que cuidar dele e dos outros. Eu não entendo e os médicos dele entendem menos ainda. Todos são unânimes em dizer que o Miguel não tem problema nenhum e que só precisa ter contato com outras crianças e com a língua alemã e que só indo na escola e se integrando é que ele vai parar de "brigar". Então todos me pressionam a pressionar a escola e a forca-los a aceitar que ele vá todos os dias. Já viram o dilema pelo qual to passando, né?

Hoje teve reunião na escola. A terapeuta intercedeu, dizendo que ele é muito inteligente e que é capaz de resolver problemas como uma criança mais velha. Que conhece os números, algumas letras, todas as cores e formas, desenha e corta bem para a idade dele, isso sem ninguém ensinar na escola, pois aqui se começa a ensinar a criança bem mais tarde. Segundo a terapeuta ele já está como um "vorschulkind" (criança pré-escolar o que aqui seria uma criança de 5 ou 6 anos). Que ele já está falando melhor, já mostra sua personalidade, já sabe o que quer e consegue se impor sem agressividade. E a escola continua dizendo "não". Diz que ele precisa de mais tempo e que a gente precisa esperar. Que ele é muito novo, que as vezes é agressivo ( e sempre vai ser por que bobo ele não é e já aprendeu a se defender das outras crianças que também podem ser agressivas quando querem), que são muitas crianças, que ele fica muito cansado na escola e todas as desculpas que podem dar.

Sabe, eu nunca me abri aqui. Sempre guardei dentro de mim as dificuldades que tenho enfrentado para encontrar o melhor para o meu filho, e confesso que nem sempre é fácil. Eu lutei e luto muito para superar as barreiras que surgem, para encorajá-lo e para me encorajar também. As vezes são tantas pessoas apontando as minhas falhas como mãe, criticando o meu jeito de educar e achando que poderia fazer melhor. Educar não é fácil não. A gente erra mais que acerta e nem adianta alguém dizer ou te indicar um bom livro. Não existe manual que te mostre o caminho mais fácil. Não é fácil educar um filho. Estar fora do lugar onde você cresceu e longe de tudo o que você aprendeu, torna a tarefa ainda mais complicada. Se você for seu primeiro filho então... ufa! Vai ser uma tarefa árdua, uma batalha por dia para se vencer. 

Qual o melhor caminho então? Eu poderia procurar outra escola, como já me aconselharam, mas tenho que pesar as amizades que ele fez e o quanto uma mudança ia mexer com a cabecinha dele. Eu poderia bater o pé e exigir, afinal eu estou pagando e uma criança da idade dele tem direito de estar na escola. Eu poderia seguir tantos caminhos, mas devo pensar e repensar e escolher o que me parece melhor para o meu filho e claro nem sempre o escolhido será o melhor. Quem dera se tivéssemos todas as respostas! Educar um filho requer tanto amor, tanta paciência e tanta sabedoria.

Mas, como diz uma grande amiga, existe o tempo da prontidão e ele vai chegar para o Miguel. Tempo em que ele vai estar preparado para tudo o que ele precisa estar e não importa se para ele demorar um pouco mais ou menos. A minha maior tarefa agora é estar ao lado dele, o conduzindo e não permitindo que tantas cobranças façam mal para ele. E esperar em Deus, com paciência e amor, o tempo dele. E pedir que Ele me dê sabedoria para criar meus filhos no caminho certo, para que os pezinhos deles não venham nunca a se desviar, por que para mim essa sempre será a coisa mais importante, não importa o que digam por ai, nesse mundo de tantas cobranças e esteriotipos.

Uau, para quem estava sumida eu apareci e escrevi pra um mês! ;)

26 de setembro de 2011

Para ninguém me esquecer...

* O Davi já fez 3 meses e as cólicas continuam, mas agora não tão fortes quanto antes. Isso me faz ter esperança de que em breve nem nos lembraremos mais desse período tão difícil. Nos dias em que ele não tem dor, a paz é total por aqui. Ele fica bonzinho, risonho e nem faz questão de colo. Por falar nisso, eu nunca vi um bebê tão sorridente quanto esse meu menino.

* O Miguel anda tagarelando horrores. Ele demorou muito a falar, mas agora resolveu soltar a língua e repete tudo o que a gente fala, inclusive aprende até o que não deveria. Inteligente que só vendo! E olha que não é papo de mãe. Eu escuto isso sempre das professoras e da terapeuta dele.

* O Bebeto passou na prova teórica para tirar a carteira de motorista alemã. Aqui essa é a parte mais difícil. Me parece que são mais de 900 questões para estudar. Tadinho! Até hoje não sei como ele conseguiu tão rápido, tendo que me ajudar com os meninos. Agora ele está fazendo as aulas praticas, para perder uns vícios que trouxe do Brasil e para aprender a dirigir do jeito alemão. ;)

*Eu continuo virando noites e mais noites e nem assim consigo emagrecer um grama. Na verdade só tenho perdido incontáveis cabelos por causa da amamentação. Continuo apanhando para dar conta de cuidar dos meninos, da casa, do marido e de mim. Realmente os primeiros seis meses depois do parto não são nem de longe os meus preferidos. O mais engraçado é que, apesar de tudo, ando numa felicidade sem fim e tendo sempre a certeza que tudo passa muito rápido na vida da gente, então temos que aproveitar cada momento e acreditar no brilho do sol, mesmo quando só enxergamos nuvens cinzentas no céu.

8 de setembro de 2011

O assunto de sempre... de novo!

Dá para acreditar que depois de tanto tempo, cá estou novamente para falar da minha falta de tempo e justificar o meu sumico do mundo virtual? A vida com dois filhos não é fácil e o tempo escasso. Passo a semana contando os dias para o sábado chegar, para ter o marido em casa e poder dividir pelo menos um pouco da carga pesada. Nao estou reclamando, mas ter que levar menino pra escola, terapia, fono, parquinho, cozinhar, lavar, passar, arrumar a casa e cuidar de um bebê de 2 meses (membro oficial do clube do colinho) é tarefa árdua. Foi escolha minha e eu faço com todo amor e dedicacao e tenho certeza que estou dando o melhor para meus dois filhos, mas nao tenho que fingir que ser mãe e dona de casa é a coisa mais fácil do mundo, tenho?

Nos últ
imos dias não tenho conseguido nem falar direito com minha mãe, tamanha a correria e olha que a gente se falava normalmente três vezes ao dia. Preciso falar que tenho uma infinidade de servicos acumulados para "quando der eu faço!"? O problema é que nunca dá. Para completar o verao se foi, o tempo mudou e o Miguel ficou doente. Se antes era um menino chorando a noite com cólicas, agora são os dois, por que o outro chora com dor de garganta. E aja forca pra se manter de pé, cuidando, preparando remédio, medindo temperatura, agasalhando, amamentando e tendo paciencia com as birras e carencia sem fim.

Já entenderam por que eu estou sum
ida, né? Digamos que a música que toca aqui é sempre a mesma e meu mundo tem girado sempre ao redor do mesmo assunto: a maternidade. Então, escrever de outro assunto fica realmente complicado. Mas, nao fiquem pensando que estou vivendo na monotonia não. A cada dia tenho experimentado coisas novas, vivido delicias que só uma mae pode entender. Apesar dos pesares, da falta de tempo e dificuldades, ver meus filhos se desenvolvendo, crescendo, saindo de seus casulos e se transformando em lindas borboletas coloridas e voadoras, é emocao demais. A gente cresce junto, voa junto e vê a vida da gente se transformar em um vida ainda melhor quando recebe de Deus esse ministério que é ser mae.

29 de agosto de 2011

Munique

Estivemos em Munique na semana passada para resolver umas burocracias no consulado brasileiro. A viagem foi super rápida e devido a falta de tempo, só andamos pelo centro, então nem dá pra dizer que conhecemos a cidade. Mas, vale a pena registrar algumas coisas legais que vimos por lá. As conexões de trem da nossa região para Munique são terríveis. Só nos últimos quilômetros a viagem pode ser feita por trens rápidos. Com duas crianças pequenas, trens sem ar condicionado e sem muito conforto, temperaturas acima de 30 graus, imaginem como foi a viagem de ida. Um pequeno pesadelo!

Devido a um atraso de trem, perdemos a conexão e chegamos uma hora mais tarde que o previsto lá. Já havia sido avisada que a região próxima a estacao central de trem não é das mais recomendadas depois das 22 horas. Mesmo assim tomei um susto e nem parecia que já tinha vivido em cidade grande. Então a primeira dica é: evite a região da estacao a noite, principalmente se estiver com crianças. A primeira impressão que tive da cidade foi péssima e achei que não tinha gostado mesmo de lá. Mas, depois de uma noite de sono e de passear pelo centro, mudei totalmente de opinião. A cidade parece encantadora e exige no mínimo de 3 a 4 dias para ser conhecida, por que é enorme (para os padroes alemaes, é claro)! A segunda dica fica para um café brasileiro encantador que fica perto do consulado. O Copacabana Coffee, oferece além de deliciosos quitutes brasileiros, um excelente ambiente e atendimento nota 1.000. O problema do lugar é que é tão gostoso ficar lá, que você não tem a menor vontade voltar para casa.

A terceira dica não é propriamente uma dica, é mais um elogio a eficiência e atendimento ao consulado brasileiro em Munique. A gente foi morrendo de medo de encontrar alguma dificuldade em renovar os nossos passaportes e registrar o Davi, mas deu tudo mais que certo e quase que nossa documentação chega antes da gente aqui em casa. Nota 1.000 para eles também. E o melhor de Munique ficou por conta de mais uma desvirtualizacao, essa com direito a coxinha, guarana, pão de queijo e suco de acai. A Mi é a grávida mais em forma que eu já vi e olha que eu jurava que era impossível continuar magra na gravidez. Além de linda, ela é super simpática; uma pena que o encontro durou tão pouco. Mas a gente volta, quando não estiver fazendo tanto calor e da próxima vez (eu espero) de carro.

27 de agosto de 2011

Dinda

Hoje é dia de festa lá no Brasil e para comemorar o dia de alguém tão especial na minha vida e na vida do Davi, nada melhor que vestir a roupa mais linda e chique do guarda-roupa e fazer uma sessão de fotos bem especial. Tudo para demonstrar o quanto a gente está feliz em fazer parte da sua vida, querida madrinha (duas vezes) Xenia. Obrigada por ser essa pessoa tao maravilhosa que traz tanta alegria e cor para a nossa vida; obrigada por ser a melhor amiga do mundo, alguém com quem sempre podemos contar. Que Deus te retribua em dobro nesse novo ano da sua vida, toda a felicidade que você sempre nos deu e todo o carinho e dedicação que nunca encontraram barreiras, nem condicoes. Amamos voce sempre!

"As pessoas têm estrelas que não são as mesmas. Para uns, que viajam, as estrelas são guias. Para outros, elas não passam de pequenas luzes. Para outros, são problemas. Para o meu negociante, eram ouro. Mas todas essas estrelas se calam. Tu porém, terás estrelas como ninguém… Quero dizer: quando olhares o céu de noite, (porque habitarei uma delas e estarei rindo), então será como se todas as estrelas te rissem! E tu terás estrelas que sabem sorrir! Assim, tu te sentirás contente por me teres conhecido. Tu serás sempre meu amigo (basta olhar para o céu e estarei lá). Terás vontade de rir comigo. E abrirá, às vezes, a janela à toa, por gosto… e teus amigos ficarão espantados de ouvir-te rir olhando o céu. Sim, as estrelas, elas sempre me fazem rir!"

17 de agosto de 2011

Trinta minutos de pausa

Aproveitando a soneca dos dois meninos estou aqui para compartilhar um pouco o que tem acontecido por essas bandas. Essa semana Davi completa dois meses de vida e estamos passando pelo auge das cólicas. Como dói crescer! E como dói ver o filho da gente crescer e ter que enfrentar uma dor tão "arretada" quanto essa. Já tentamos de tudo para aliviar a dor, mas a verdade é que nada resolve: nem dimeticona, bolsa de semente de uva, supositório de glicerina, tomar chá de funcho para sair no leite.

A única coisa que realmente traz um pouco de alivio é o colinho de mãe e eu como mãe coruja dou o tratamento 24 horas por dia, o que significa não ter tempo para nada, absolutamente nada. Tem dias que durmo com o Davi no colo e embora pareça exagero, esse é o único jeito que arrumei de dormir um pouco também. Dizem que isso dura até o terceiro mês, o que significa que logo tudo melhora por aqui, pelo menos até os dentes começarem a aparecer. Mas, a verdade é que não posso reclamar por que o Davi é super tranquilo; se contorce todo de dor, fica vermelho, não dorme direito, solta uns gritinhos, mas quase não chora.

O Miguel está de férias da escolinha, o que significa que apesar das noite mal dormidas, tenho que encontrar forca, ânimo e criatividade para inventar brincadeiras para espantar o tédio. Temos passeado bastante com ele nos fins de semana e pelo menos a cada dois dias vamos comer fora e passear um pouco no centro da cidade. E quando a chuva não dá trégua, a gente apela por um filme ou fazemos algo na cozinha juntos. Ele adora ajudar nas tarefas domésticas e essa tem sido a brincadeira favorita dele nos últimos dias. Uma graça! Agora deixa eu ir ali retomar meu posto, por que meus 30 minutos de pausa passaram e meus dois amores estão com as pilhas totalmente recarregadas.

15 de agosto de 2011

Amiga, irmã!

Hoje é um dia especial para mim e apesar da minha ausência no blog e da minha total falta de tempo, eu não poderia deixar de fazer uma homenagem a alguém especial, uma amiga irmã que entrou na minha vida por aqui e que tem feito a minha vida melhor. A você, querida amiga irmã, que esse novo ano da sua vida seja repleto de bencaos sem fim. Que a alegria do nosso Pai Celestial, seja forca bem presente em cada dia, que Ele te leve a lugares ainda mais altos e que cumpra os desejos do seu coração segundo o Seu infinito e incondicional amor. Que seja um ano de paz, de alegria, de cumprimento de promessas.

E claro, que nesse novo ano nós possamos estar ainda mais próximas. Que seja um ano de muitos encontros gostosos como o da semana passada, um ano de grandes comemoracoes, onde nossos pequenos e grandes meninos se dirvitam e onde o nome de Deus seja sempre exaltado. Parabéns, minha grande, especial amiga irmã! Você é um grande tesouro, um presente concedido pelo Pai e agradeço a Ele a cada dia pela sua vida e pela sorte de tê-la encontrado.

"Eu estou orando por você, amiga! A tua vitória também é a minha!"


3 de agosto de 2011

Para abrandar (ou aumentar) a saudade...

Recebi esse vídeo de uma amiga por email. Para quem mora longe, uma forma de abrandar ou aumentar ainda mais a saudade da nossa terrinha. De qualquer forma, um vídeo de fazer arrepiar, emocionante e que vale a pena repassar.


29 de julho de 2011

O verão alemão

A maioria dos brasileiros que mora por aqui reclama do verão alemão. Alguns até brincam que em alguns anos de muita sorte, o verão cai num fim de semana. A verdade é que para quem cresceu num pais quente como o Brasil, se acostumar com temperaturas menores que 20° graus e dizer que isso é verão, pode ser mesmo complicado. O que me desagrada muito é a quantidade de chuva que cai nessa época do ano, deixando a sensação térmica ainda menor e me prendendo aqui dentro do apartamento. Então, verão por aqui exige que você tenha sempre em mãos um guarda-chuva e um pullover.

Tem dias que dá até para ter a sensação que vai se derreter de calor, mas isso é bem mais próximo do "quase nunca" do que do "frequentemente". Eu, amante incondicional do calor, já reclamei muito do clima daqui, mas acabei me acostumando (me lembrem disso quando o inverno chegar e a neve começar a cair sem parar!). Hoje me sinto feliz com a temperatura próxima dos 15° graus principalmente quando ela vem junto com o sol.

E a mais importante lição que o verão alemão tem me ensinado: carpe diem. Não dá pra ver o sol brilhar lá fora e acreditar que ele vai estar lá no restante do verão. Não dá para olhar no termômetro, ver uns 18° e deixar para usar aquele vestido lindo que está guardado há séculos no guarda roupa esperando que faca 30° graus. É preciso aproveitar o dia, regarrecar as baterias, caminhar e liberar endorfina, tomar aquele sorvete italiano, olhar vitrines, ir brincar no parquinho, visitar amigos, passear no lago e agradecer pela oportunidade de receber mais um dia de sol que pode ser último do ano.

Hoje o sol tá brilhando lá fora, mas convencer o Miguel a me acompanhar num passeio pode ser uma peleja. Ele ainda não aprendeu o verdadeiro sentido de aproveitar o dia, está mais para curtir uma preguiça junto com seus brinquedos favoritos. O que me alegra é que, segundo a previsão, o sol deve aparecer também amanha e no domingo (oba! oba! oba!), depois de uma semana inteira de chuva. Então, só nos resta aproveitar enquanto ainda temos chance, mesmo que esse verão não tenha a menor cara de verão... E olha que as vitrines com os lançamentos do outono não me deixam mentir e anunciam com botas e casacos que daqui a pouco o verão vai ser vorbei (passado).

25 de julho de 2011

Tudo misturado


Miguel atravessando a rua:
" Rot para.
Los gehts! Grün pode."

Traduzindo: (Vermelho para. Vamos! Verde pode.)


Deu pra perceber que tá tudo misturado dentro da cabeça dele? Agora imagina o quanto é complicado para a mamãe aqui entender a salada de línguas que ele faz. :)

22 de julho de 2011

Afinal, para que serve uma Hebamme?

A Beth me pediu para fazer um post explicando o que é uma Hebamme e apesar da demora o post finalmente vai sair. Aqui na Alemanha é normal que uma Hebamme, traduzindo parteira ou doula, acompanhe a gravidez e que ajude no pós- parto. Ela orienta a gestante em tudo o que diz respeito a gravidez e cuidados com o bebê. Além disso, é ela quem vai fazer o parto, caso a gestante escolha ter um parto natural. Aqui do lado da minha casa, existe uma clínica de Hebammes onde elas dão cursos de preparo para os futuros pais, ginástica para gravidas, massagens para bebês, natação para bebês e onde elas realizam partos.

A atmosfera é deliciosa e foi lá que eu escolhi a minha Hebamme, porém eu optei por não ter o Davi lá, já que não passou pela minha cabeça ter um parto natural, sem anestesia e sem a menor chance de mudar de ideia no meio do caminho. Nesse tipo de clínica não há acompanhamento de um médico e em caso de emergência ou necessidade de uma intervenção cirúrgica, a mãe é encaminhada a um hospital.

Como eu optei por ter o Davi no hospital, tive o acompanhamento das Hebammes de lá. Elas trabalham em turno de 8 horas, então passei por várias delas e sai de lá imensamente satisfeita. Elas foram extremamentes atenciosas, competentes, carinhosas e me ajudaram muito nos 3 dias que estive internada. Depois de sair do hospital, recebi a visita da Hebamme que eu escolhi, por 15 dias. Ela me orientou sobre os cuidados que eu deveria ter com a minha cirurgia, amamentação, me indicou alguns produtos e fez o controle do peso do Davi. Até me ofereceu para dar o primeiro banho, mas eu não achei que fosse necessário.

Abrindo um parênteses sobre o banho, eu fiquei cheia de preconceitos quando soube que aqui eles só davam banho nos bebês depois que o umbigo caísse. Bati o pé que seria do meu jeito e que o Davi não passaria 7 dias ou mais sem tomar banho. Eles dão banho com um paninho molhado e pronto e eu achava isso um absurdo. Fiz do jeito alemão e simplesmente adorei. Aprovei mais ainda depois que o umbigo do Davi caiu no terceiro dia, coisa que até então eu nunca tinha ouvido falar. Mais uma vez, tirei a lição que preconceito não está com nada e que vale a pena se abrir para o novo, afinal o diferente não tem que ser necessariamente ruim.

A Hebamme pode acompanhar a mãe e o bebê nos primeiros meses, até o desmame caso seja necessário e o melhor é que tudo é coberto pelo plano de saúde. Eu lamento que no Brasil, receber um acompanhamento desses seja um luxo para poucos. Ter alguém para te ajudar e orientar, principalmente nos primeiros dias com o bebê, que as vezes podem ser extremamente fadigantes, pode fazer toda a diferença e é um direito que toda mãe merecia ter.

Se quiser ver algumas fotos de uma clinica de Hebammes, entre no site: http://www.shebammenhaus.de/cms/show_galerie.php?kat=605

19 de julho de 2011

Para o Davi com todo amor do mundo!

Meu filho amado,
Hoje você completa seu primeiro mês de vida e eu só queria dizer o quanto você tem nos feito feliz. Você chegou na hora certa, vindo preencher o buraquinho que faltava nessa família; um presente que o Papai do Céu mandou, resposta das nossas oracoes. Filho, que sua vida seja repleta de bencaos; que você cresça em estatura, sabedoria, conhecimento e que esteja sempre no centro da vontade do nosso Pai Celestial! A mamãe te ama muito e a cada dia vê esse amor crescer e se fortalecer. Parabéns, meu pequeno príncipe!

14 de julho de 2011

Quase um mês depois...

Todas as mães sofrem do mesmo mal: a gente esquece todas as dificuldades da gravidez e os perrengues dos primeiros meses de um bebê. Graças a Deus, pois se fosse de outra forma o mundo estaria vazio, pois ninguém teria mais que um filho. Piadinhas de lado, não estou reclamando da minha situação, por mais caótica que ela fique em alguns momentos. Sou agradecida a Deus pelos meus dois presentes, mas confesso: não tenho tempo para absolutamente nada e ainda estou aprendendo a ser mãe de dois filhos. Me divido entre os cuidados com meus dois pequenos e vou fazendo o resto das coisas a medida que os dois permitem. O problema é que eles não permitem, então nem tentem imaginar o caos que virou minha casa ou a triste situação do meu cabelo que não vê um secador há dias.

O Davi está crescendo e engordando num ritmo acelerado. Tirando as cólicas que já chegaram, ele segue bem. Por falar nisso, alguém tem uma receita "tiro e queda" pra aliviar as cólicas? Mesmo sendo um nenem tranquilo, ele dá todo aquele trabalho que todo bebê dá: mama a cada 3 horas, suja incontáveis fraldas por dia, precisa arrotar e leva um tempao para isso e já aprendeu que o colo da mamãe é o melhor lugar desse mundo e não quer mais sair de lá. O Miguel também tem crescido muito com o novo irmaozinho. Sinto ele mais maduro e as crises de ciumes passaram, pelo menos por enquanto. Mostramos pra ele o tempo todo que o Davi exige alguns cuidados por que é um bebê e que ele já é o homenzinho da casa e que ser grande é super legal. Tem funcionado bem.

Eu estou me recuperando bem. Claro que eu queria acelerar algumas coisas, mas entendo que o melhor agora é seguir devagar para garantir que tudo volte ao normal no tempo certo. Estou em débito com muitos amigos; não consigo visitar, nem comentar nos blogs; não consigo responder emails e nem dar telefonemas. Tenho tantas coisas para compartilhar, tanto para dividir, mas nesse momento preciso aprender e me adaptar a minha nova vida. Não é fácil descobrir o novo ritmo e como eu disse tudo vai acontecer no momento certo que nem sempre é na hora que eu gostaria que acontecesse.

4 de julho de 2011

O parto

Minha bolsa rompeu no dia 18/06 às 08 da manha, exatamente quando completei 39 semanas. Foi uma sensação maravilhosa, primeiro por que eu não sentia dor nenhuma e por que sabia que logo estaria com meu filho nos braços. Organizei tudo o que tinha que fazer em casa, como me indicaram, e só então fomos para o hospital. Ao chegar lá, monitoraram o coração do Davi, fizeram um ultrassom e me colocaram de repouso absoluto por que ele não estava encaixado para o parto normal. Eu tinha apenas 2 cm de dilatação e ainda não sentia nada.

As dores começaram por volta da 2 da tarde e já chegaram bem fortes. Me perguntaram se eu queria tomar a anestesia e eu questionei se ela valeria para todo o parto e me disseram que sim, então nem pensei duas vezes e disse que queria. Tomei a anestesia por volta das 17 horas e não senti alivio nenhum nas dores. Por volta das 21 horas a dor ficou insuportável e eu questionei por que a anestesia não fazia efeito. Chamaram a anestesista que aumentou a dose, mas continuou não fazendo efeito algum e para completar eu tinha apenas 4 cm de dilatação.

Eu tinha mais ou menos de 5 a 6 contracoes em 10 minutos e todas muito fortes. Como as minhas contracoes vinham a cada minuto, eu não tinha tempo nem para respirar. Foi então que eu pensei, repensei, avaliei o sofrimento que eu estava sentindo e calculei que passaria por isso por pelo menos mais 6 horas, pois, geralmente, a cada hora se dilata 1 cm. Já havia se passado 15 horas desde que a bolsa tinha rompido e eu não tinha nem a metade da dilatação necessária e só tinha uma certeza: a peridural não funcionaria, então o restante das horas seria de mais dor. Foi ai que pedi por uma cesárea.

Pedi que chamassem a médica e disse que era minha vontade, mas ela não aceitou muito bem. Disse que eu deveria continuar a tentar o parto normal. Eu bati o pé e disse que não queria mais, que já não tinha forcas. Logo, logo a sala encheu de médicos tentando me convencer dos benefícios que o parto normal tem, mas eu me mantive firme. O obstetra então disse que não via necessidade na operação e eu disse que eu via já que era a minha vontade. Dai eles desistiram de tentar me convencer e a contra gosto e caras amarradas fizeram a cesária. Antes leram um monte de papeis com o risco que eu corria e todas as coisas ruins que poderia acontecer durante o parto.

Ainda assim não foi fácil. Uma das horas mais difíceis que que eu me lembro, foi a aplicação da anestesia espinhal. É sempre difícil a aplicação da anestesia em mim e os médicos acabam levando mais tempo que o normal. Eu não podia me mexer, tinha que ajudar forcando as costas para baixo e tinha contracoes fortíssimas que já não me davam 1 minuto de alivio. Mas, logo passou e o Davi nasceu esbanjando saúde, graças a Deus. O que eu sei é que seja normal ou cesária, parto dói muito, muito mesmo.

O que eu percebi é que aqui e no Brasil falta um equilíbrio por parte dos médicos. No Brasil há uma indicação exagerada por cesárea e aqui há uma forcacao exagerada pelo parto normal. Por exemplo, minha companheira de quarto teve 32 horas de trabalho de parto (e ela já tinha 6 cm de dilatacao) e no final precisou de 4 médicos em cima dela que já não tinha forcas para colocar o nenem pra fora, teve que fazer uma episiotomia e o parto teve que ser a vácuo. Tudo bem que a recuperação foi muito rápida, mas e o trauma que fica?

Eu não me arrependo de ter feito a cesária, por que eu realmente já não tinha forcas para encarar mais dores. Como eu já tinha feito uma no Brasil, sabia ao certo o que me esperava e por nem um segundo fiquei enganada que depois seria fácil. E é isso que indico às gravidas. Conhecimento nunca é demais. Pesquisem bastante todos os tipos de parto, esclareça todas as dúvidas com seu médico e não tenha medo de impor sua vontade quando necessário. Pense no que é melhor pra você e sua família e saiba que nem sempre o que é melhor para o outro vai ser melhor pra você também.

Algumas pessoas me olham torto até hoje quando explico o porque da opção pela cirurgia, mas quer saber, não me sinto fraca, nem irresponsável. Pelo contrário, me sinto corajosa por ter tentado e por ter ido até o meu limite e por ter tido forcas para reconhecer e impor minha vontade. Naquele momento eu pensei no meu bem estar e no bem estar do Davi e tenho certeza que a cesária não causou dano algum na saúde dele. Para mim isso é o mais importante. Agora depois dessa aventura, uma verdade ficou ainda mais forte pra mim: a família está definitivamente completa e não venham me falar que falta uma menina pra equilibrar, viu?

1 de julho de 2011

Por aqui...

Ando numa alegria danada e confesso que estou babando horrores em cima do Davi. Ele é o bebê mais tranquilo, guloso e dorminhoco que eu já conheci, pelo menos por enquanto, e a gente fica na torcida que seja assim por bastante tempo. Quase não me dá trabalho, apesar das intermináveis trocas de fralda. Dorme feito um anjo e posso contar nos dedos os dias que ouvi o chorinho dele. E para ninguém dizer que isso é conversa de mae coruja, até a Hebamme que me visita e acompanha o desenvolvimento dele disse que ele é um bebê impressionante.

Por aqui tudo vai bem, melhor do que esperávamos. Claro que a adaptação não tem sido fácil, mas a gente já previa dias complicados e percebe que pouco a pouco as coisas parecem ir se ajeitando. O Bebeto tirou duas semanas de férias para me ajudar nesses primeiros dias, já que precisava fazer repouso e pegar leve para me recuperar da cirurgia. Eu tenho me recuperado bem. Passei a primeira semana praticamente na cama, fazendo pequenas caminhadas pela casa e essa semana já tenho passeado na rua e aos poucos (passos de bebê) retomado a rotina.

O Miguel deu muito trabalho pra gente desde o dia que fui para o hospital. Ficou extremamente agitado, não queria dormir, nem comer, nem sair na porta de casa. Agora ele está mais calmo e também tem retomado a rotina. É incrível a sensibilidade de uma criança ao receber um novo irmão, o medo de perder a mãe e o sofrimento em ter que aprender a dividir a atenção e todo o resto.

Os dias vão passando e a gente vai aprendendo a lidar com as mudanças, descobrindo novas coisas, novos caminhos. A chegada de um bebê muda completamente a rotina da casa, principalmente quando já se tem outra criança. É preciso um jogo de cintura danado, uma dose dobrada de paciência e muita compreensão e carinho com os outros e com a gente mesmo, afinal é um período de adaptação para a família toda. Fácil nao é, mas com Deus à frente a gente vai tirar isso de letra. :)

22 de junho de 2011

Finalmente em casa

Chegamos hoje em casa hoje. O Davi nasceu no domingo, 19/06, às 01:04, com 50 cm e 3220 gramas. Ele é absolutamente o clone do Miguel só que com cabelo. A coisa mais fofa do mundo e com uma boquinha que vai enlouquecer as meninas por ai. O parto foi trágico: 16 horas frustradas de tentativa de parto normal, com duas aplicacoes de anestesia que nao funcionaram (algumas mulheres tem essa sorte!), dilatacao de apenas 4 cm e depois uma briga com a junta médica exigindo que eles fizessem a cesária, mas isso é história pra outro post. Só passei mesmo pra dizer que estamos bem, de volta em casa e que logo volto para dar mais noticias.

18 de junho de 2011

Chegou a hora!!!

A bolsa rompeu assim que coloquei os meus pés no chao hoje pela manha. Nao sinto absolutamente nada, nenhuma contracao, nenhuma dor, apenas uma alegria enorme de saber que logo estarei com meu filho nos bracos. Tomei um banho, estou cuidando do Miguel, acalmando o homem mais nervoso do mundo, esperando o amigo que vai cuidar do Miguel, ajeitando os ultimos detalhes e vou para o hospital. Liguei lá e mesmo nao sentindo nada, eles me indicaram ir já que a bolsa estourou. Orem por nós! Daqui a pouco voltarei para contar como foi essa experiencia mágica e como tudo correu nesse dia lindo que o Senhor preparou para nós.

Obrigada, meu Deus! Eu sei que o Senhor está comigo, posso sentir sua presenca, seu amor, sua paz! Que o Senhor abencoe cada instante do dia que o Senhor preparou para nós e que pela sua infinita vontade tudo corra bem, segundo sua boa, perfeita e agradavel vontade. Sou um vaso nas tuas maos. Amém!

"Eis que os filhos são herança do SENHOR, e o fruto do ventre o seu galardão."
Salmos 127:3




17 de junho de 2011

O primeiro filho

Antes de ser mãe a gente faz tantos planos. Uma lista enorme de coisas que nunca vamos fazer com nossos rebentos: nem pensar em cama compartilhada, não usar chupeta, não comer doces, balas e fast-food, tirar a fralda assim que ele fizer dois anos, colocar na escola só depois que ele já puder se virar sozinho. E então o primeiro filho chega e joga por terra qualquer plano traçado, desfaz todas as nossas listas de erros e acertos. E a gente acaba fazendo tudo o sempre foi aconselhado a não fazer, por que aprende que o que é errado para um, muitas vezes é certo para outros. A gente percebe que não há regras, que cada criança é única e precisa ser tratado de forma diferente.

Ah, se pelo menos o primeiro filho viesse com um manual de instrucoes, explicando o que fazer naqueles momentos das terríveis cólicas, nos picos de crescimento, nas noites de pesadelos ou quando ele te olha com a carinha mais linda do mundo e de pede "dá bala, mamãe". Ah, se filho fosse tudo igual ou se as mães tivessem em suas mãos as respostas para todas as perguntas, as solucoes para todos os problemas e a cura para todas as dores. Mas, ser mãe nem passa perto disso e não há google que nos ajude nessa hora.

O primeiro filho ensina tanto pra gente. Uma amiga sempre fala sobre o tempo de prontidão que cada criança tem e é essa a primeira lição que meu pequeno Miguel me ensinou. Eu traço planos, estipulo datas, crio expectativas, vivo na espera por algo, mas o tempo dele é ele quem faz. Tudo vai acontecer no tempo que ele se sentir pronto para fazer acontecer. O que me resta é esperar, é dar amor, é aprender a cada dia com cada lição que ele me dá.

P.S: Esse texto foi escrito depois de ouvir o meu pequeno dizer mamãe pela primeira vez. Eu sonhei muito com esse momento que demorou 3 anos e 4 meses. Antes ele não conseguia falar o "m" por causa de um problema de fala. E agora que aprendeu, não para de me chamar o dia todo. Ele já aprendeu também o nome da mamãe, do papai, do irmão, o nome do país onde ele mora e tantas outras coisas que se eu fosse escrever ficaria o dia todo. Sem falar que também traduz para português alguma palavra que a gente não entende em alemão. :)

"Pequeno, não canso de dizer o quanto a mamãe ama você e o quanto ela tem orgulho de cada vitória que você tem conquistado a cada dia. Você é muito especial para a mamãe, para o papai e principalmente para Deus, guarde sempre isso."

14 de junho de 2011

38 semanas. Será que chegou a hora?

Hoje recebi a visita da hebamme que vai me acompanhar depois do nascimento do Davi. O papel de uma hebamme, doula em português, é dar suporte a mãe e ao bebê em tudo o que os dois precisarem, ajudando em assuntos como amamentação, banho, umbigo, cólicas, sono e em qualquer outra coisa que venha surgir com a chegada do bebê. Elas transmitem uma paz danada e é muito legal saber que a gente pode contar com uma profissional para dar suporte caso a gente precise e o melhor, sem tem que pagar absolutamente nada por isso. O plano de saúde cobre tudo.

Ela fez o exame e disse que o Davi está com a cabeça bem encaixada, ou seja, muito difícil não ser parto normal. Também me disse que sendo o meu primeiro parto normal, ele provavelmente durará muito tempo e que se a bolsa estourar ou se eu começar a ter contracoes em intervalos regulares, não preciso sair correndo para o hospital. Posso agir com tranquilidade e fazer alguma coisa que esteja por fazer: assar um bolo, passar roupa (pra relaxar? rs), ajeitar a casa, tomar um banho de banheira ou simplesmente brincar com o Miguel. Ela disse que quanto mais tempo eu permanecer em casa, num ambiente mais tranquilo e relaxado, melhor para mim.

Me explicou por que o hospital diz que devo ficar 3 dias internada depois do parto e que essa é uma escolha só minha. Posso e devo dizer se quero voltar para casa algumas horas depois do parto, se isso me fizer sentir melhor. Não me deu muitas dicas a respeito do Davi, mesmo por que eu não tinha perguntas. Só me aconselhou a colocar o berço dele no meu quarto e que o melhor seria que ele dormisse na minha cama. Mas, eu e o Bebeto pensamos em fazer diferente dessa vez. Não que eu me sinta uma mãe experiente, mas o Miguel me deixou bem mais preparada e tranquila para receber meu segundo pacotinho, certa que as melhores escolhas para alguns não são as melhores para outros e que com amor a gente sempre descobre o melhor caminho.

Estou na trigésima oitava semana e aguardando ansiosa pelo dia. Ainda faltam 10 dias para a data prevista do nascimento, mas desde o inicio da gravidez tive a impressão que seria um pouco antes. Vamos ver se será mesmo. Não sinto absolutamente nada. Nenhum sinal que o dia se aproxima. As contracoes são muito irregulares e nada dolorosas. Apenas aquelas de treinamento que me acompanharam a gravidez toda. A única coisa é que como estou muito pesada, sinto dores terríveis nas costas e não consigo dormir praticamente nada durante a noite. Sem falar das dores na perna por causa da circulação. Mas, nada com que eu tenha que me preocupar ou que seja diferente do que eu já esperava.

Na semana passada tive minha ultima consulta com a médica que acompanhou o pré-natal. Ela está de férias, então agora estou oficialmente entregue ao hospital. Caso sinta alguma coisa é só correr pra lá. Estou emocionalmente tranquila e sem maiores medos ou ansiedade. Claro que fico sonhando acordada com a carinha dele, pensando na carinha do Miguel quando vê-lo pela primeira vez e imaginando como será gostoso quando estivermos os quatro juntinhos. Também gostaria de fazer os ponteiros do relógio correrem para que esse momento chegasse logo. Também gostaria de poder escolher o melhor dia e a melhor hora para termos alguém para cuidar do Miguel, mas essas pequenas preocupacoes, ansiedades e vontades malucas passam em questão de segundos, quando me lembro que tenho alguém no controle de tudo isso e que como fez até aqui, continuará fazendo tudo segundo a sua perfeita vontade e que me dará infinitamente mais do que tudo o que tenho pensado.

7 de junho de 2011

Tolerância

Estamos com um hóspede alemão (ops, na verdade ele é russo, mas veio pra cá ainda criança). Um amigo de trabalho do Bebeto que já tinha cancelado o contrato de trabalho com a faculdade e teve a proposta de renovar por mais um mês. Como ele já tinha se desfeito do apartamento, o convidamos para ficar aqui em casa. Pra gente é uma boa oportunidade de praticar o alemão e de ter mais uma pessoa para brincar com o Miguel que adora uma visita. Sem falar que ele nos ajudou tanto na época da mudança, que é um grande prazer poder retribuir de alguma forma.

Ele chegou ontem e já deu para perceber inúmeras diferenças. Acreditam que ele trocou de roupa com a porta do quarto aberta? Também não tomou banho e disse que não come nada após o almoço. Estranho pensar em alguém que almoça meio dia e só vai comer no outro dia pela manha. Isso me fez repensar o quanto precisamos ter tolerância com as outras pessoas e o quanto precisamos aprender a respeitar as diferenças. Ninguém tem que ser do jeito que a gente é para ser bom ou ruim. E o que é estranho para um, é normal para o outro.

Quando a gente aprende essa regra, passa a ver que todos temos defeitos, qualidades, costumes e que isso não faz de ninguém melhor ou pior, apenas diferente. Nos faz perceber que se queremos receber tolerância, devemos oferecê-la aos outros nas grandes e pequenas coisas. Cada pessoa cresce de uma maneira diferente e enxerga tudo de acordo com o que aprendeu. Por isso não vale a pena julgar, nem colecionar pré-conceitos, nem travar guerras tentando moldar o outro do jeito que a gente acha que é o certo. Muito menos criar uma lista de exigencias e expectativas que o outro deve suprir para nos agradar. Está certo que nem sempre é fácil aceitar o diferente, mas eu só conheço um caminho para conseguir: o amor.

3 de junho de 2011

É menina!!!

Depois de longos 8 meses, a pequena deixou as perninhas abertas e mostrou pra todo mundo que é uma menininha. Nem preciso dizer que sou a titia mais coruja do mundo, né? Estou aqui feito louca pensando em como mandar uns vestidinhos para enfeitar a bonequinha da família. Ela chega um pouquinho depois do Davi e com certeza será mais um motivo para preencher a alegria da nossa família. Mais radiante que eu só o papai coruja e a vovó que sonhava com uma netinha na família.

Mais uma boa noticia: Meu pai passou por uma cirurgia ontem. Correu tudo bem, agora é só continuar orando para que a recuperação seja boa e que logo ele volte para casa. Obrigada a todos pelas oracoes e pensamentos positivos em favor dele.

1 de junho de 2011

Deixa o bebê nascer...

... foram as palavras da minha médica ontem na consulta pré-natal. Segundo ela o Davi já não é considerado prematuro e quanto antes nascer, melhor será para mim, já que os desconfortos do ultimo mês irão desaparecer. Ah, se dependesse de mim! Pelo menos junho, o mês que parecia não chegar nunca, chegou. Agora é só esperar que o dia certo venha e que traga com ele o meu solzinho.

A cada dia sinto que tudo fica mais difícil. O peso da barriga é enorme; o peso do restante do corpo, nem se fala. Tenho sentido muito sono e tenho dormido todos os dias a tarde, pelo menos duas horas seguidas, para compensar as inúmeras vezes que acordo durante a noite. O Davi continua na posição certa para chegar de parto normal e agora não parece haver espaço para ele mudar. Mexe o tempo todo na barriga e arranca risadas da gente com as posicoes e confusões que ele arruma.

Hoje estive no hospital para conversar com o anestesista. Optei por um parto normal com aplicação da peridural, mas ele me deixou ciente que nem sempre é possível toma-la, que isso depende muito da dilatação na hora que eu chegar no hospital. Também me deixou ciente dos riscos, pequenos mas existentes. A verdade é que tudo acontece de acordo com o plano de Deus. Tem coisa melhor? Por isso me sinto tranquila e certa de que tudo vai dar certo e que logo vou estar aqui postando fotos, contando detalhes de como tudo aconteceu e compartilhando as nossas novas experiências com um recém nascido em casa.

E sabe o melhor que tenho para compartilhar? Hoje recebi um presente tão lindo de Deus. Tem uma hebamme (pessoa que acompanha o parto e ajuda as mamaes no hospital antes, durante e depois do parto) que fala português no hospital. Ela está fazendo um estágio e estará lá nas próximas 6 semanas, tempo limite para o nascimento do pequeno. Ela acompanhou toda a minha conversa com o anestesista para certificar que eu estava entendendo tudo.

Eu sei, eu falo alemão suficiente para dar conta do recado, mas é um alivio saber que na hora da dor, terei a certeza e o conforto de ter alguém que entenderá e me explicará tudo na minha língua materna. Quem mora aqui sabe como ter uma chance dessas é uma dádiva. Ai, como é bom enxergar nas pequenas coisas a grandeza do amor de Deus. Ele realmente dissipa todos os nossos medos e nos mostra o tempo todo que não nos abandona em nenhum momento. Hoje estou me sentindo especialmente amada e feliz!