10 de dezembro de 2009

Passeando em Villingen

Ontem o dia amanheceu lindo e ensolarado, e apesar do -1° C que marcava no termometro, eu e Miguelzinho levantamos cedo e fomos para Villingen fazer nossas compras de natal. O Miguel provou mais uma vez sua masculinidade e chorou horrores cada vez que eu entrava numa loja de roupas. Já falei que da próxima vez deixo os homens em casa e vou sozinha bater perna. O dia foi bem agradável e consegui comprar tudo que queria, na verdade consegui comprar bem mais do que devia (coisas de mulher!).

O mais estranho foi que no tempo todo que eu estava lá, um helicóptero da policia sobrevoava bem baixinho a cidade. Depois um carro de policia passava pelas ruas dando a descrição de um homem na faixa de 50 anos que tinha roubado um banco e que tinha feito ameaças de uma bomba (que depois fiquei sabendo que era falsa). Fiquei assustada e me senti muito vulnerável. Fiquei pensando como devem viver as pessoas momentaneamente no Brasil, em especial no Rio de Janeiro, com ameaças de balas perdidas, assaltos, estupros. As coisas eram bem diferentes em BH quando eu era criança. Me lembro de brincar tranquila nas ruas, nas praças. Sei lá, as vezes imagino que as pessoas vivem como reféns do medo. Bebeto diz que acha que não e que as pessoas se acostumaram com a situação. Sinceramente não sei se quero me acostumar com uma coisa dessas e torço para que essa violência não chegue por aqui. Mas na verdade o que eu queria mesmo é que ela nao estivesse em lugar algum e que a gente pudesse viver a vida do jeito que deveria ser.

3 comentários:

Lúcia Soares disse...

Oi, Liza. Pois é, as coisas acontecem em qualquer lugar, não só aqui no Brasil. Aqui, sim, está exagerado, há desigualdade social é muito grande, mas não aceito como "passaporte" pra bandidagem...Pobreza, miséria, nunca foi sinônimo de marginalidade. Acho que a pessoa vai para o mal porque quer, não pelas circunstâncias. Enfim, é fácil também se falar...Sei de mim, que nunca faria nada errado. Mil vezes pedir do que pegar o que não é meu.
(Tem um meme para você responder. Se quiser fazê-lo é só acessar a página que deixei lá, destacada.) Bj

Beth/Lilás disse...

Liza,
O pior é que aqui no RJ você quase não vê o perigo, pelo contrário, se for turista, fica tão extasiado com a beleza natural da cidade que anda meio embasbacado, aí é que aocntecem as coisas e balas perdidas, graças a Deus nunca vi nem ouvi, mas é a realidade das grandes periferias deste pais.
Fica tranquila que por aí isso é quase impossível, pois as leis daí são para punirem de verdade e não como aqui que o cara mata, paga fiança e responde em liberdade.

Miguelzinho é que nem o meu quando pequeno e até agora, detesta fazer compras. Filho único é isso aí!

bjs cariocas

Lucia Cintra disse...

Nossa, eu tb tenho essa lembranca: de sair sozinha e zonzar pela visinhanca, brincar nas ruas com minhas irmas e amiguinhos, andar de bicicleta sem meus pais sequer se preocuparem. Eh uma liberdade que infelizmente as criancas de hoje em dia nunca vao experimentar.

Eu mesma se tivesse um filho, nao o deixaria nem sair na calcada sozinho, de tanto que escuto estorias de horror, mesmo aqui nesse pais. Muito triste isso!

Mudando de assunto, vc me fez rir quando disse que o seu fofo chorava cada vez que vc entrava em loja de roupa, hahaha. Tem que ficar em casa mesmo com o pai.

bjos