12 de novembro de 2009

Um pequeno acidente


Hoje o Miguelzinho me pregou um susto daqueles. Apesar de ter acontecido pela manhã, estou até agora com uma sensação ruim, coração apertado e dor de cabeça por que assustei demais. Fui arrumar a cozinha e deixei ele brincando na sala. De repente, escutei um barulho muito forte na sala e ele começou a chorar. Naquele momento já sabia que ele só poderia ter batido a cabeça e que tinha sido uma batida muito forte. Fui imediatamente socorre-lo e da cozinha até a sala vim orando e pedindo a Deus que protegesse o Miguelzinho. Peguei ele no chão perto do sofá. Não tinha cortes e no inicio não vi nenhum galo na cabeça. Ele tentou levantar, mas cambaleou, trocou as perninhas e caiu de novo. Nesse momento quase tive um treco, pois percebi que ele tinha batido a cabeça muito forte. Mais uma vez tentei colocá-lo em pé e ele não aguentou o peso do corpo e desmontou no meu colo. Ele chorou compulsivamente por uns 30 minutos. Liguei para o Bebeto e fiz de tudo para não preocupá-lo, já que ele tinha uma reunião importante. Decidimos que eu ia esperar o Miguel acalmar e tentar colocá-lo no chão para ver a reacão dele. Se ele continuasse tonto eu levaria imediatamente para o hospital. Ele se acalmou, melhorou e durante o dia não teve mais nada.

Segurei o Miguelzinho acordado por 4 horas, pois sei que deixar a criança dormir depois de bater a cabeça pode ajudar a mascarar os sintomas de algo mais grave. Observei durante todo o dia e ele não teve tonturas, vômitos, dificuldade para andar ou falar, não ficou irritado, não teve dor de cabeça e brincou normalmente. Meu coração de mãe mostrou que não era necessário ir ao médico. Depois do susto fui avaliar onde o pequeno caiu e o porque do tombo. Ele caiu do cercadinho tentando passar da piscina de bolinha para o sofá, coisa que ele faz pelo menos umas 30 vezes por dia (pela foto da para ter nocao da altura e de onde ele caiu). Primeiro senti um pouco de culpa, afinal eu e o Bebeto ensinamos ele a sair sozinho do cercadinho. Antes ele pedia pra gente tira-lo. Depois vi que não tinha motivos para ficar me culpando, afinal acidentes acontecem o tempo todo com criança e meu papel de mãe é estar por perto para tentar evitar que eles aconteçam sem impedir que o Miguel se desenvolva, cresça, se movimente e descubra o mundo. É lógico que de algumas coisas eu vou poder protege-lo, mas não de tudo. Por exemplo, coloquei um edredon gigante no chão perto do sofá, por que assim se ele cair de novo vai cair no fofinho. Mães e suas loucuras!

Aproveito para agradecer a minha grande amiga Lilian que estava na internet e me deu todo o suporte e apoio, já que na hora não conseguia nem lembrar o telefone da minha mãe para ligar para ela. Graças a Deus foi apenas um susto desses que filhos pregam nas mães provando que nós temos o coração mais forte do mundo e me ensinou que não importa a situação, nesses momentos o melhor que podemos fazer por eles e por nós é manter a calma pois só assim podemos agir da melhor maneira. Agora só não me pergunte de onde a gente tira essa forca e essa calma por que isso eu ainda não descobri.

8 comentários:

Eve disse...

Menina, que susto!
Força e calma toda mãe tem, o baque emocional vem depois, que é o que vc está sentindo.
Mas, mais uma vez, vc tira uma lição positiva disso, hein? Muito bem!

Bjs!

Paula disse...

que bom que vc escutou a sua voz de mãe. O susto é realmente grande, ainda bem que nada de grave aconteceu.

Lúcia Soares disse...

Oi, Liza. Foi um susto e tanto! Me vi nessa sua situação, tive dessas inúmeras vezes quando criei meus filhos. O melhor é sempre ficar calma...Você agiu direitinho não o deixando dormir e observando o tempo todo. Criança é assim mesmo...Mas eles se protegem também, sabia?O médico da Letícia nos mostrou que quando eles caem de costas, por ex., o corpinho todo se retesa, eles encolhem os ombros, o pescoço "trava" e a força com que a cabeça bate no chão é bem minimizada. Mas quando vão de ponta-cabeça, aí é mais complicado se defenderem. Enfim, a gente tem é que pedir ao Anjo da Guarda que não se descuide deles...Dá certo, viu? rsrsrr
Bj procê e pro Miguelzinho.

Mi disse...

que susto hein?! acho que nessas horas o nosso coracao fala mais alto ne? Mas que bom que tudo acabou bem. E como vc disse, a gente nao pode proteger os filhos 24h por dia...traquinagens e pequenos acidentes fazem parte do dia-a-dia. bjs!

Sandra Santos disse...

Que susto! Que bom que nao foi nada. Isso me lembrou o susto que passei com a queda do Daniel, quando ele parou de respirar... Nao tenha culpa, os acidentes fazem parte do crescimento das nossas criancas, ainda que se pudéssemos ter algum poder de decisao, iríamos assumir todos eles em nome de nossos filhos!
Que bom que já passou.
Um beijo,
Sandra

Eve disse...

Seu comentário no meu blog me fez perceber que quem complica o alemão é meu marido. hahahahahahaha

Ele sempre quer me ensinar a forma mais difícil. ;)

Obrigada pelos desejos de felicidade. Tenho a mesma impressão que você!

Beijos!

Lucia Cintra disse...

Ai Liza, fiquei nervosa por voce so de ler esse post. Ainda bem que nada de grave aconteceu com elezinho, mas voce esta certa, acidentes vao sempre acontecer.

Fico agora pensando na minha mae, coitada, pois eu aprontei quando era pequena. Tive milhoes de acidentes que me fizeram parar em hospitais e um de crianca la perto de casa ate me conhecia... eh mole? bjos

BLOG DA GRÁVIDA disse...

Aff...li tudo com o coração apertado. Você é muito controlada. Eu teria surtado e corrido com ele para a emergência...tenho certeza!! Depois ficaria péssima por ser tão exagerada e não manter a calma. Mas já me conheço e sei que sou assim. Uma coisa é certa, sim: pela convivência enorme que tenho com crianças, garanto que NÃO é culpa de ninguém. Não adianta procurar culpados. Crianças se machucam mesmo, por mais que a gente tente cercá-las de proteção e tente avisá-las dos perigos que as cercam. E poderia acontecer mesmo se você não estivesse na cozinha. Você poderia estar na frente do cercadinho, observando os movimentos dele e acabaria assistindo a um tombo desses. É incrível a rapidez com que esses acidentes acontecem. O melhor é agir como você agiu mesmo. Deus me dê essa serenidade, viu! Parabéns!!!