7 de junho de 2011

Tolerância

Estamos com um hóspede alemão (ops, na verdade ele é russo, mas veio pra cá ainda criança). Um amigo de trabalho do Bebeto que já tinha cancelado o contrato de trabalho com a faculdade e teve a proposta de renovar por mais um mês. Como ele já tinha se desfeito do apartamento, o convidamos para ficar aqui em casa. Pra gente é uma boa oportunidade de praticar o alemão e de ter mais uma pessoa para brincar com o Miguel que adora uma visita. Sem falar que ele nos ajudou tanto na época da mudança, que é um grande prazer poder retribuir de alguma forma.

Ele chegou ontem e já deu para perceber inúmeras diferenças. Acreditam que ele trocou de roupa com a porta do quarto aberta? Também não tomou banho e disse que não come nada após o almoço. Estranho pensar em alguém que almoça meio dia e só vai comer no outro dia pela manha. Isso me fez repensar o quanto precisamos ter tolerância com as outras pessoas e o quanto precisamos aprender a respeitar as diferenças. Ninguém tem que ser do jeito que a gente é para ser bom ou ruim. E o que é estranho para um, é normal para o outro.

Quando a gente aprende essa regra, passa a ver que todos temos defeitos, qualidades, costumes e que isso não faz de ninguém melhor ou pior, apenas diferente. Nos faz perceber que se queremos receber tolerância, devemos oferecê-la aos outros nas grandes e pequenas coisas. Cada pessoa cresce de uma maneira diferente e enxerga tudo de acordo com o que aprendeu. Por isso não vale a pena julgar, nem colecionar pré-conceitos, nem travar guerras tentando moldar o outro do jeito que a gente acha que é o certo. Muito menos criar uma lista de exigencias e expectativas que o outro deve suprir para nos agradar. Está certo que nem sempre é fácil aceitar o diferente, mas eu só conheço um caminho para conseguir: o amor.

8 comentários:

Lúcia Soares disse...

É, Liza, aceitar é preciso, mas fácil não é.
Seu amigo é precioso para vocês, então o melhor é deixar que fique à vontade, desde que dentro de um limite, claro. Mas que ele deve muito saber qual é, porque também já conhece vocês.
Nada melhor do que deixarmos os hóspedes à vontade. Afinal, será por pouco tempo, né?
Respeitar o outro é que é o grande acerto da convivência.
Beijo!

Reginaldo Nepomuceno disse...

Hehehe! Também vou ter que aprender a lidar com isso, daqui pra frente. Acabo de sair de casa pra morar com 3 amigos + 1 gato, então já viu o quanto vamos ter que praticar em matéria de tolerância, né?

Lucia Cintra disse...

Pois eh, Liza, post perfeito pra todos aqueles que pensam que todo mundo tem que ser igual! Algo que me deixa louca quando ouco falarem mal de americanos sem ao menos ter algo como base, ou seja: morar aqui!

bjos

Bia disse...

Tolerância principalmente com relação a cultura alheia... tenho certeza que muitos estrangeiros acham estranho coisas que nós brasileiros fazemos! :)

bjs

Mikelli disse...

tolerancia é necessaria mas nao é facil ;) tem certas coisas que chocam a gente ou ate nos revoltam na 1a olhada, mas depois a gente ve que tudo nao passam de bobagens e cada um tem seus costumes =) bjs!

Familia Haro Sack disse...

Pois eh, seu post me fez parar pra pensar...
Por que sera que a gente sempre fica desconfortavel com o desconhecido?
E porque a gente gosta das coisas sempre do nosso jeito e nao aceita o outro do jeito que ele-ela eh?
Vc tem razao, ninguem eh melhor que ninguem, soh somos diferentes, e isso que torna a vida facinante!
Beijos roucos pela Faringite adquirida nesses dias,
Patricia

Socorro Melo disse...

Oi, Liza!

Dei uma passeada por aqui agora, para ver as novidades, e quantas, hein? Muito bom.Parabéns pela sobrinha! Que Deus abençoe grandemente as mamães, e a toda família.
Ih, que bacana essa exortação a respeito da tolerância, da aceitação do que é diferente, sem julgamentos, com grandeza de espírito. É isso aí! Um belo exemplo.

Desejo-lhe a paz e a proteção do alto.

Socorro Melo

Beth/Lilás disse...

Oi, Liza!
Estive em férias por isso o sumiço.
É, não é fácil a gente aceitar e ser tolerante, principalmente quando temos hábitos e princípios completamente diferentes.
Mas vejo que este é um ótimo passo para aprender a tolerância.
um super beijo carioca