4 de maio de 2010

Vida que vem e que vai

Nas duas ultimas semanas recebi algumas noticias ruins. Primeiro a morte de uma menina de 19 anos que dançava com a minha irmã no grupo de dança da igreja. Ela era o mascote do grupo por ser a mais novinha. Uma menina linda, cheia de vida, olhos azuis carregados de sonhos ainda não realizados, planos deixados para trás. Depois uma amiga me ligou cancelando o nosso encontro, pois tinha descoberto que tinha abortado o seu bebê de dois meses. Ela estava tão triste em saber que o seu bebê tinha ido tão cedo, inexplicavelmente, morto sem ter tido a chance de nascer, tão vivo para os pais que o desejavam e o esperavam com tanta alegria.

Fiquei pensando sobre a morte e como ela chega sem avisar em momentos tão inesperados e para pessoas tão cheias de vida. Sempre ouvi a frase "basta estar vivo para morrer" e vejo que essa é a mais pura e a mais dura realidade. Temos a errônea mania de esperar que os velhos morram primeiro e muitas vezes nos pegamos em pensamentos ruins imaginando a nossa vida sem os avós, os pais, os parentes mais velhos, sem nos dar conta que nada é certo e previsível e que na verdade só temos o momento presente.

Você tem medo da morte? Para ser sincera esse assunto me assusta bastante. Não tenho medo da morte em si, mas nas pessoas que vou deixar pra trás e no sofrimento que a minha ausência vai causar a elas. Talvez lendo esse post você pense que estou melancólica, retratando um assunto difícil e nada a ver para uma jovem no auge dos seus 32 anos. Mas a morte não escolhe idade, nem faz distinção de pessoas e pensar nela não deve causar dor ou melancolia. Todos vão atravessar essa porta. Enquanto estou viva tenho a chance de refletir, de fazer escolhas, de viver melhor aproveitando cada segundo, de viver uma vida cheia de amor.

Quando refletimos sobre a morte aprendemos a valorizar a vida, talvez por esse motivo tantas pessoas vitimas de acidentes graves que voltam de experiência de quase morte, mudam totalmente o rumo das suas vidas e demonstram uma urgência enorme em aproveitar tudo. Essa é a urgência com que quero viver. A urgência de saber que tudo passa e que amanha pode ser tarde para realizar os meus desejos. Quero a urgência de valorizar o que importa, de não perder tempo com pequenas coisas que as vezes tentam nos desanimar, nos afastar do caminho direito. Quero a urgência de "dizer eu te amo", de um abraço sincero, um carinho verdadeiro. Quero a urgência de realizar meus sonhos, de lutar pelo que acredito, de correr atrás do que me faz feliz. Quero acima de tudo a urgência de amar, por que no fim de tudo, só o amor permanecerá para sempre.

Fonte: Google imagens

6 comentários:

lucia disse...

Bete, recentemente perdi uma prima que na porta da casa dela foi atropelada por uma moto.Ela era pessoa sempre presente, está dificil de entender ainda mais pela forma estupida que foi.
Precisamos realmente estar com a vida em dia.
Bjs.

Lilian disse...

Oi amiga;
Concordo com tudo que disse! Sabemos bem como o amanhã é incerto. Eu estava mesmo precisando lebrar dessas urgências!

Te amo amiga!

Ma disse...

Eu não tenho medo da morte em si, não por mim, tenho medo é de deixar minha filha sem mãe, dá pra entender? Acho que toda mãe tem esse medo, de deixar o filho ainda pequeno, só por isso eu queria morrer bem velhinha. Vou colocar seu link no meu blog, ok? (seguindoahistoria) Bjs, Marcela

Dani dutch disse...

Liza, é um assunto que não me agrada muito também, não imagino a minha vida sem a minha mãe..e o pior de tudo nunca sabemos quem vai e a hora que vai, a'vida tem que ser vivida dia-a-dia mesmo, não deixar o que pode ser feito hj pra amanha .. bjuss

Lucia Cintra disse...

Nossa, Liza, que triste! Mas sabe que eh verdade? Quando realmente pensamos na morte, aprendemos a valorizar a vida. A perda da minha mae mudou a minha completamente. Nao so por perde-la, mas me fez enxergar muita coisa em mim mesma tb, sabe?

E ja que eu tb sinto que o tempo esta voando quanto mais velha eu fico (eh ate meio assustador), devemos mesmo aproveitar cada dia.

Eu nao tenho medo da minha morte, nao penso muito nisso. De vez em nunca imagino como e quando vai ser minha vez, mas em meros segundos esse pensamento se dissipa. O que tenho medo eh de perder aqueles que amo, as pessoas que fazem parte da minha vida. Isso sim me assusta, pois ja tendo perdido uma, nao sei se consegueria suportar ninguem mais.

Infelizmente faz parte e espero nao passar por isso novamente tao cedo.

bjos e forca (com cedilha) ai, viu? Lu

Bia Mendonça disse...

Oi Liza. Sinto muito pelas suas amigas. A morte é uma coisa que pode chegar de surpresa e pegar todo mundo despreparado (mas, como se preparar para algo, não é mesmo?) =/

Medo da minha morte, eu acho que nã tenho, ou pelo menos nunca pensei tanto assim no assunto. Mas morte de gente que eu amo, isso sim tenho um medo horrível.

bjos