5 de junho de 2009

As pequenezas do ser humano

Acabei de ler no blog da Lúcia, uma matéria que me deixou muito brava. Um grupo de mães de uma escola em Contagem, Minas Gerais, está se empenhando para impedir que uma criança de 4 anos, portadora de uma "deficiência", assista aula com seus filhos "normais" por considerarem que a criança representa perigo para eles. Segundo uma das mães insatisfeitas, se trata de um "monstro" e as crianças são aconselhadas a não brincar com o "doidinho". Segundo as mães, o menino "deficiente" já mordeu e bateu numa outra criança (como se essas coisas não acontecessem com qualquer criança, né?). Fico realmente estarrecida com esse tipo de noticia.

As vezes me pego pensando como o ser humano eh pequeno e limitado. Acabamos de viver uma tragédia que afetou todo o mundo, quase 230 pessoas morreram não se sabe como, nem porque. E mesmo depois de uma catástrofe dessas, as pessoas não conseguem enxergar que não podemos ser dividos entre normais, melhores ou piores, por que somos IGUAIS. Todos com os mesmos direitos, deveres e principalmente com o mesmo FIM. Todos nós temos, sim, nossas "deficiências", mesmo que elas muitas vezes sejam imperceptíveis a outros olhos. Todos temos nossas limitacoes, alguns se locomovem com alguma dificuldade, nao podem ouvir, falar ou enxergar. Outros veem o mundo de uma forma diferente, uns regristram um funcionamento a abaixo ou acima da média criada por sei lá quem. Nao importa qual seja, todos somos limitados sim, isso eh fato. Mas, cegos seguimos ao longo da vida julgando o "normal". E quem realmente, pode fazê-lo?

O mundo muda o tempo todo, o que hoje é, amanha já se foi. Existem doenças que não se manifestam logo no inicio da vida de uma crianca (o autismo por exemplo se manifesta depois dos 2 anos), acidentes não podem ser previstos e numa fracao de segundo vemos uma vida mudar, e o que julgamos "normal" pode virar de cabeça para baixo. Mas, as pessoas, envolvidas em seus pré-conceitos e pequenezas não se dão conta disso e retrocedem cada dia mais. E, como a Lúcia, "tem dias que eu também odeio os humanos!"

8 comentários:

Lúcia Soares disse...

Desgastante, né, Liza? Eu tenho um desânimo dessas coisas! Acho que seria uma leoa se tivesse um filho com alguma tipo de problema. Eu defendo com unhas e dentes pois tenho um irmão, já adulto, com uma deficiência neurológica, ocasionada no parto, e nunca o enxergamos como "diferente". Claro que ele o é, mas para nós é normal conviver com ele e lhe dar todas as condições pra ser visto como tal. Sabemos de seus limites, mas agimos com ele da mesma forma, incentivando-o em tudo. É muito difícil conviver com alguém fora dos padrões, mas eles são realmente especiais em nosso coração.

Dona Flor disse...

Que horror... esse povo não pensa que ter um deficiente na família é algo que pode acontecer com eles?? Que o menino tem direito de estudar?
Mas essa escola está de parabéns por não aceitar a pressão dos outros pais. Lembrei de uma história antiga, de uma menina aidética que os pais adotivos lutaram pra continuar na escola. Beijos!!!

Dri Viaro disse...

oi passando rapidinho, nao vim mais cedo pq tava dodoiiiii :(
bom fds
bjs

depois eu volto com mais calma

Lucia Cintra disse...

Eu ja disse e torno a falar: Prefiro mil vezes a compania de animais do que seres humanos. Sempre pensei e me senti dessa maneira e ate hoje nao mudei de opiniao.

Os pais dessas criancas sao completamente responsaveis pela criacao delas e se colocam M e um preconceito desses na cabeca dos filhos desde cedo, que tipo de pessoa acham que vao crescer sendo?

Inacreditavel!!!

Ciça Donner disse...

Olha mana eu nao fui lá na Lucia, nao conheco o caso nem o grau de deficiencia da crianca... mas sou professora, e já tive portadores de deficiencia na minha sala de aula, simplesmente pq o estado nao tem como fazer diferente (parece nao ser o caso).

A convivencia é dificil, mas nao impossivel. Se dirigida de forma positiva, serve inclusive de apoio as criancas "normais" entenderem que mesmo os deficientes podem ser proditivos quando bem trabalhados. Mas isso nao é com um estalar de dedos que se faz! O caminho é duro para todos!

Dri Viaro disse...

Pois é, as pessoas estão cada vez com o coração mais impuro, em vez de essas mães agradecerem por terem filhos perfeitos, querem causar dor em outras mães, e ainda fazer com que seus filhos já cresçam com preconceitos, isso é uma tristeza
bjs boa semana

Paula disse...

Gente me recuso a acreditar em mentes limitadas como essas mães! Ninguém pensou em processá-las não? Isso é discriminação!
Como se todos nós fossemos 100% normais e nunca nenhuma criança- muito menos as delas - tenham batido ou mordido alguém na escola. Me poupe!

Sandra Santos disse...

Adorei ter lido todos os seus últimos posts, Liza, e saber que o Miguelzinho está indo para a escolinha! Vc vai ver, ele vai apender alemao rapidinho e ainda vai ensinar pra mae e pro pai dele (como a Taísa me ensina até hoje)! :-) Quanto ao post de hoje, estou contigo e nao abro. O que vale é o que li semana passada num quadro de avisos da creche do meu filho: "é normal ser diferente". Um beijo grande, Sandra