14 de abril de 2010

Nao espalhe mau humor! Ame!!!

Não tinha planos de escrever hoje de manhã, pois os dias estão corridos por aqui e nem se eles me oferecessem 30 horas eu conseguiria dar conta da minha enorme lista de afazeres. Mas, tem horas que é preciso desabafar e colocar pra fora o que se sente e na verdade o objetivo maior do meu blog sempre foi conversar comigo mesmo e me dar a chance de entender melhor o que se passa dentro de mim.

Acabo de voltar da escola do Miguelzinho e encontrei com uma brasileira que mora na cidade. A tempos não nos encontravamos e comentei que tinha imaginado que ela estava de férias no Brasil. Depois dela se despedir da filha em alemão, comentei como é engraçado que a preferência das crianças seja a língua do país onde vivem e como ficou nítido nos últimos tempos que o Miguel, apesar de entender tudo em português, já fez a escolha pelo alemão. A mulher virou onça e juro que pensei que ela ia me bater em plena rua. Veio dizendo que quero que o meu filho se torne alemão e que se eu penso que vou ficar na Alemanha a vida inteira. Achou um absurdo o Miguel assistir desenhos em alemão e que já entenda o idioma. Acostumada com o jeito dela, fingi que as ofensas não eram comigo, coloquei um ponto final no assunto e vim para casa pensando em como as pessoas espalham mal humor e sentimentos negativos quando estão infelizes.

Já tinha percebido que ela não é feliz aqui, mas dai decidir o meu futuro e o jeito como crio o meu filho é um pouquinho demais, mesmo por que nunca dei liberdade para ninguém fazer isso por mim. É natural que o Miguel prefira o alemão, jeito que ele se comunica com os amiguinhos na escola, língua que ele escuta na TV e nas ruas. Óbvio ("que seja óbvio mesmo!" palavras da dita cuja. rs) que ele vai aprender o português em casa, que querendo ou não é nessa língua que vamos nos comunicar, pois além de sermos brasileiros, essa é a indicação de todos os educadores e especialistas do assunto que conheço.

Não posso dizer que ela não tenha me estressado. Não gostei da atitude e da agressividade nas palavras e gestos dela. Mas entendo que a gente só pode dar o que tem. E amor está cada vez mais raro nos dias de hoje, e onde não se tem amor, é impossível se encontrar respeito, bondade, alegria, carinho, paciência e qualquer outra coisa que realmente vale a pena. E por isso o que eu mais peco a Deus todos os dias é que transborde o meu coração de amor por todas as pessoas desse mundo, mesmo por aquelas que jamais cruzarão o meu caminho, mesmo por aquelas que só espalham inveja e mau humor.

11 comentários:

Paula disse...

gente do céu... nem com esse solzinho que as vezes aparece o povo melhora?
se prepare porque você ouvira muito ainda em relacao ao seu filho... o pior é que em muitos casos vem de maes que só falam alemao (todo errado) com os filhos. É claro que ele prefere o alemao pois para ele é o meio de comunicacao com os amiguinhos, mas é só vcs ficarem firmes no portuges (tanto pra falar com ele como para entende-lo) que tudo dá certo. Minha sobrinha tem quase 5 anos agora e passou por essa fase de preferir o alemao. Hoje ela muda de lingua em tempo luz sem problema algum.

Gisley Scott disse...

Oie Liz :)
bom dia.

O que eu ouço de mães brasileiras por aqui é a mesma coisa.As crianças estão inseridas em um cotidiano onde o inglês é falado a maior parte do tempo, então os filhotes acabam criando uma resistência ao português.Elas decidiram se juntar e montar "uma escolinha" onde as outras mães brasileiras trazem os filhos e brincam com eles e outras crianças em português, através de canções, jogos e etc.Achei a iniciativa delas muito boa!

E quanto ao amor, ele está cada vez mais raro mesmo, mas eu acho que vc tem uma vantagem sobre essa pessoa pq vc não está deixando o que ela disse te afetar, ela, por sua vez, já deixou as circunstâncias culturais ditar o seu humor e a sua vida. Eu aprendi que na vida, gente ferida fere pessoas.Talvez seja o caso dela.

Continue tendo muito amor pra dar e esbanjar, porque aquele que dar é porque foi muito amado!

Bjos e tenha uma ótima semana.

"Não te deixes vencer do mal, mas vence o mal com o bem". (Romanos 12:17)

Dona Flor disse...

Liza, conheço brasileiras e russas que falam alemão com os filhos e concordo com a Paula quando ela diz que elas falam "errado". Falam mesmo, e isso é péssimo.
Continue falando em português com seu filho, mesmo que ele responda em alemão, e aí sim, ele terá fluência nos dois idiomas, sem a menor dificuldade.
Eu acho estranho mães brasileiras falarem em alemão com os filhos...
=) Beijos

Beth/Lilás disse...

Liza querida!

In-ve-ja - você terminou seu texto com esta palavra e vou dizer-lhe que é isso aí, a tal mulher tem ivenja de você.
Não sei porque, mas só de vc contar a estória, percebe-se logo que é uma pessoa mal amada e invejosa, por isso despejou sobre você seu mau humor e palavras impensadas.
Claro que teu filho tem que optar por uma lingua no seu dia a dia fora de casa! E só pode ser aquela que ele interage com os amiguinhos na escola!

E vc mesma disse que ela se despediu da filha em alemão, mas você não pode fazer isso com seu filho!!!

Ah, me poupe, tem muita mulher pirada e mal amada esta é a verdade!
Quando vejo mulher de mau humor então, podes crer, não tem amor e carinho em casa, não tem messssssssmo!

um beijo carioca

Eve disse...

Pois é... Tem brasileiro que reage meio estranho, um nacionalismo barato... ai ai
Mania do povo querer meter o dedo onde não é chamado.

Sorria e saia de perto dando uma de estrela de cinema, quero ver a raiva dela ir no chão! hahahaha O seu bom-humor ela não tira, garanto.

bjs!

Dani dutch disse...

Liza,
Parabéns é isso mesmo,independente da situação por mais desgastante que ela seja, quem tem o bem e o amor no coração tem tudo. bjusss

Lúcia Soares disse...

Oi, Liza. Não esquenta, não, com essa chatinha!
(Mandei um comentário diferente, que não entrou.Então vai esse. Se o outro resolver aparecer, você verá que falei totalmente outra coisa).
A sobrinha do meu marido, que mora aí na Alemanha há 17 anos e tem um filho de 12 anos, nunca se preocupou em que ele aprendesse o português. Mas sempre falou com ele na nossa língua, quando o marido não estava por perto. (ele é alemão).
Daí que ele entende muito bem o português, mas não fala. Quando vem aqui, nas 2 primeiras semanas pouco fala, mas entende tudo e e o que não entende, ela vai traduzindo. Depois de 2 semanas ele já fala tudo que quer, em português. Quando volta pra Alemanha, demora mais 1 semana pra voltar a falar o alemão...rsrsrrs
Mas isso foi tão natural, e agora há 3 anos eles não vêm ao Brasil, mas nos falamos pelo telefione e ele responde direitinho, pelo menos ao mais básico, em português.
Miguelzinho é muito novo, aos poucos ele falará as 2 línguas, tranquilamente. Não se preocupe nem deixe que o mau humor da outra a abale!
Beijos, linda!

Mary disse...

Cara, como diz uma apresentadora lá do RJ, tá faltando poesia na vida dessa mulher. Bjo.

Maira disse...

Só digo uma coisa: "exorciza essa mulher da sua vida!" (((-: E todas parecidas com esta. Tenho certeza que do seu lado mesmo, só tem gente positiva e que te quer bem, entao pra continuar vivendo plenamente feliz é só continuar chutando essas "pedras" pra bem longe de ti. Bjs e muita luz pra ti!

Lucia Cintra disse...

Ainda bem que foi so um encontro, pois voce nao precisa de pessoas assim na sua vida. Entendo que ela possa estar infeliz na Alemanha, mas esse tipo de atitude so faz piorar as coisas. Espero que voce nao a encontre novamente.

Eu mesma que nao sou crianca, ja adotei o ingles como minha primeira lingua, pois mesmo no telefone com meu pai e minhas irmas, a gente raramente fala portugues. Um dia desses, decidi que iria fazer isso sim, pois no fundo sinto que estou perdendo um pc minha lingua nativa e isso nao eh bom.

Agora se isso ja acontece comigo, imagina pra uma crianca? Claro que essa vai ser sua primeira lingua, independente ou nao dele saber falar portugues.

Fico ate um pc triste por essa mulher e sua mentalidade, mas nao ha ninguem no mundo que possa ajuda-la a nao ser ela mesma.

bjos

Alexandre Mauj Imamura Gonzalez disse...

Vim conhecer seu blog através do post da Beth. Desculpe a invasão rs...

Que curioso esse caso. Moro no Japão e aqui as crianças tb preferem falar japonês que português, mesmo estudando nas escolas brasileiras daqui.

Talvez sua amiga se sinta frustrada, por ver a filha ter preferência pela cultura alemã. Ela deve sentir-se, de certa maneira, rejeitada por ver que a filha não se identifica com a cultura de origem da mãe. Ela acaba tomando isso como uma rejeição própria.
E no seu comentário ela soltou toda essa frustração acumulada, como se fosse uma catarse.

Não ligue, realmente as pessoas infelizmente oferecem o que podem. E muitas vezes só podem oferecer pouco de afeto e muito de agressão.

Boa semana pra vc