
É que para ser mãe, é preciso ter pulso firme. É preciso saber dizer não, quando seu coração gostaria de dizer sim. É dizer que o seu filho tem que ficar na escola, mesmo quando ele não quer. É virar as costas e ir embora, quando você só queria abraçá-lo, secando as lágrimas dos seus olhos, não se separando dele nem por um segundo. É enfrentar os seus medos, passar por cima das suas fraquezas, tomar decisões, fazer escolhas difíceis; é vencer os seus limites. E isso dói!
Ter o seu coração batendo fora do seu corpo, numa outra pessoa, da qual você não tem o controle, é a melhor definição de maternidade que existe. Quando você se transforma em mãe, você deixa de ser a sua prioridade. Nada mais que você faz é para você. Tudo é sempre pelos filhos. E isso não é fácil! Talvez, por esse motivo, a vontade de fugir dessa situação permeie a mente das verdadeiras mães. Daquelas que se dão inteiramente aos filhos.
Eu acabei chegando a conclusão, de que por mais erros que eu cometa, por mais que as vezes eu me sinta cansada, por mais que em alguns momentos eu queira fugir, eu sou uma boa mãe. Eu me dedico o tempo todo. Não importa se eu estou ou se não estou bem, eu sempre estou aqui para eles, eu sempre estou de pé por eles. Eu amo tanto, tanto, tanto, que as vezes penso que tanto amor não pode caber dentro de uma pessoa só. E amar assim dói!
Mas, ainda maior que a dor, é a recompensa. E a recompensa vem a cada momento, fortalecendo a gente nos momentos de fraqueza e mostrando que a gente consegue, por mais difícil que a caminhada seja. Afinal, ser mãe também é descobrir a força que cada uma de nós tem dentro de si; força que é ativada por Deus no momento em que começamos a gerar um milagre dentro de nós.