2 de junho de 2026

E, de repente...


E, de repente... 

Não é que eu apareci? 

Ontem à noite, o blog me veio à cabeça e pensei que deveria vir aqui para tirá-lo do ar. Foi um susto quando vi as estatísticas. Há muitas pessoas que ainda passam por aqui, mesmo que esta pessoa sumida esteja há mais de 12 anos sem escrever.

Me senti feliz e, ao mesmo tempo, chateada. Fiz muitos amigos por aqui, e não foi nada gentil da minha parte simplesmente sumir, sem me despedir, sem encerrar esse ciclo da minha vida. Não sei bem se este texto é uma despedida, mas realmente me emocionou saber que tantas pessoas ainda são tocadas, de alguma forma, pelo que vivi e compartilhei aqui. 

Às vezes sinto vontade de continuar escrevendo; outras vezes, me pergunto se o que tenho para compartilhar ainda seria relevante. E, com a correria da vida, o mais fácil é procrastinar, não é mesmo? 

De qualquer forma, deixo aqui o meu agradecimento a você que continua me “lendo”. Por enquanto, vou deixar o blog por aqui. Quem sabe eu volte a escrever? Ou quem sabe ele reapareça em um novo formato? Preciso pensar, ponderar e, principalmente, orar sobre isso. 

Mas, para quem está curioso: a Liza continua delirantemente feliz, porque aprendeu, ao longo dos anos, a estar contente em qualquer situação, assim como o apóstolo Paulo tão lindamente descreveu em sua carta à igreja de Filipos. Os meninos cresceram, e estamos vivendo o auge da adolescência. A Anna, que quase não apareceu no blog, já é uma mocinha, quase adolescente também. 

Ainda estamos na Alemanha, vivendo aventuras e aprendendo, dia após dia, a caminhar juntos como família. Essa jornada tem sido incrível, repleta de desafios, mas também de muitas alegrias e conquistas. 

Deixo aqui um abraço bem apertado, cheio de carinho, e o meu agradecimento a você que, por algum motivo, ainda vem por aqui. Sou muito grata a Deus por minhas palavras terem alcançado e abençoado você de alguma forma.

Com carinho, 

Liza

8 de abril de 2014

Família crescente

Perceberam que eu sumi de novo? Pois é, bastou eu encontrar a vontade de escrever para ter que encarar o desânimo e exaustão dos primeiros meses de gravidez. Ah, não se assustem! É isso mesmo! Estou grávida de novo e no terceiro mês. Foi uma surpresa para nós que estávamos conversando e orando sobre a vasectomia. Eu já tinha certeza que não queria ter mais filhos, que a fábrica estava definitivamente fechada, que a família estava completa. Mas, como os planos de Deus nem sempre são os mesmo que os nossos, e como para ter certeza da vontade Dele, perguntamos sobre a cirurgia, ficamos felizes com a resposta rápida e bem clara que Ele nos deu. Mesmo evitando com métodos contraceptivos, eis que a terceira gravidez chegou.

Os primeiros meses não são fáceis, assim como não foi nas duas primeiras vezes. Muitas dores de cabeça, muitos enjoos e um sono sem fim. Só que agora eu sou mãe de dois e não posso mais me dar ao luxo de ficar deitada o dia todo. No inicio tive alguns sangramentos e tive que fazer repouso. Mas, tudo dentro da normalidade. Amanha vamos ter nossa segunda consulta e ultrassom. Não acredito que já dê para ver o sexo do bebê. Todo mundo super empolgado com a possibilidade de termos uma menina, e eu mãe de dois meninos me pergunto se não seria melhor ter mais um menino, para aumentarmos o time de futebol e também por que já sou especialista em lidar com eles. Mas que venha o que Deus planejou, do jeitinho perfeito que Ele faz. E ai, gostaram da novidade ou tomaram um susto também?

20 de fevereiro de 2014

Hoje eu escrevi assim...

Hoje eu escrevi aqui. Espero sua visita por lá também!

18 de fevereiro de 2014

Beijinhos

Eu conversava com uma amiga no fim de semana e ela me contava que está muito feliz, pois vai realizar um grande sonho muito em breve e que um outro desejo, tornou-se real no último sábado. Ela me disse bem assim: "São beijinhos de Deus pra mim!" Fiquei pensando nessa frase todo o fim de semana e em como somos beijados por Ele em muitos momentos da nossa vida sem percebermos. 

Há algum tempo atrás o Miguelzinho pediu uma cama nova e eu disse que quando desse iríamos comprar. Como demoramos demais a tocar no assunto, ele começou a reclamar que a cama antiga estava pequena demais. Eu expliquei que não tínhamos dinheiro para comprar a cama naquele momento e disse que no tempo certo Deus nos daria uma cama. Na nossa linguagem adulta o que eu disse foi que Deus abençoaria e nos daria o dinheiro para comprar uma cama. Mas, os beijos de Deus vão além dos nossos pensamentos, os planos Dele são mais altos e os sonhos muito maiores. 

Durante um alguns dias eu procurei a cama, ainda sem ter o dinheiro. Eu queria um beliche para o quarto deles e para que os dois dormissem juntos. Eu queria algo bem infantil, de preferência um carro, um trem ou um ônibus. Mas, tudo isso é muito caro, pelo menos para o momento. Me lembrei que tinha visitado uma amiga há alguns meses e que o filho dela tinha uma cama assim e senti no meu coracao de perguntar onde ela tinha comprado para eu olhar o preço. Na mesma hora pensei que era uma perda de tempo, afinal uma cama dessas é cara e se eu não tinha dinheiro para comprar o que ia adiantar. De qualquer forma mandei a mensagem e em minutos ela me telefonou e disse que tinha perguntado a Deus o que fazer com aquela cama, por que o filho dela queria uma nova e só tinha dormido naquela duas vezes. E me deu a cama naquele mesmo instante. Na mesma hora me lembrei do que tinha dito ao Miguel. No tempo certo, Deus nos deu a cama certa. Ele deu mais que o dinheiro, ele nos deu mais que a condicao de comprar. Não é incrível esse cuidado? 

E é assim que somos beijados por Ele. Pequenos e grandes beijos todos os dias. Se pararmos um tempo para refletir, vamos perceber que todos recebemos isso Dele. Algo que aprendi é que Ele não tem filhos preferidos e se dá pra um, dá para o outro também. Como é bom provar esse carinho de Deus, saber que Ele realmente se preocupa conosco, com nossas necessidades e também com sonhos que tantas vezes não significam nada para os outros. E é bom ver que Ele age de maneira muito simples em nós e também através de nós.  E você, já foi beijado pelo Papai hoje?

10 de fevereiro de 2014

Seis anos

Como o tempo passa rápido quando temos filhos! Por mais que a gente queira parar o tempo para que eles sejam sempre pequenininhos e vivam debaixo do nosso cuidado e protecão, a verdade é que eles crescem num piscar de olhos. Vão se tornando independentes, mostrando sua personalidade e não nos resta outra opcão, senão aceitar que as asas deles vão crescendo junto e que inevitavelmente um dia eles voarão pra longe.

O Miguelzinho fez seis anos em dezembro, já perdeu alguns dentes e já vai para a escola no próximo verão. Me surpreendo com as coisas que ele fala e faz, me assusto com as contas que já é capaz de fazer sem ninguém ter ensinado. Continua a mesma criança doce de sempre, tem muita sensibilidade às coisas de Deus, é carinhoso, obediente, mas como qualquer criança tem os seus momentos de travessura e também as suas limitacoes. 

Muitas vezes, quando ele chega da escola, diz que criou uma nova música para o Papai do Céu e me ensina a cantar. Hoje ele chegou me contando algo curioso sobre a família dele (futura esposa e filhos) e resolvi guardar aqui para não esquecer mais.

Miguel: "Mamãe, a minha família vai ser diferente das outras."
Eu: Diferente como, Miguel?
Miguel: "Diferente mamãe, sabe por que? Por que eu amo Deus demais!"

E seguiu me falando sobre a casa, o carro que ele vai fazer (sim, ele não vai comprar, ele vai fazer) quando crescer, a loja que terá no mesmo prédio onde ele vai morar. Já me contou sobre os três filhos, sobre a esposa que ele ainda não conhece (por que no mundo tem muitas meninas), mas que Deus já sabe quem é e já escolheu pra ele. 

Eu me derreto a cada diálogo que temos, a cada música simples que ele cria, mas que já mostra o que há em seu coracão, que já demonstra que ele tem entendido e recebido o que temos ensinado: Amar a Deus acima de tudo é sempre a melhor escolha. E eu sigo orgulhosa, feliz e agradecida a Deus pelos filhos tão especiais que um dia Ele me deu.

7 de fevereiro de 2014

Cada dia é uma nova chance para recomeçar...

Eu sempre ensaio voltar a escrever aqui. A vontade bate forte dentro do peito. Tenho tanto pra compartilhar, alegrias que gostaria de dividir, experiências que gostaria de traduzir em palavras, para que assim elas jamais caiam no esquecimento. Então me vem o medo e também as lembranças de todas as vezes que me sentei em frente ao computador para escrever e não pude continuar. Todas as vezes que decidi recomeçar e não consegui encontrar as palavras certas, por mais que não me faltasse assunto. 

Ah, o tempo! Outro "inimigo" que encontrei no caminho e que tantas vezes me afastou daqui. Nem sei se a culpa é realmente dele e se poderia descrevê-lo tao cruelmente. A verdade, é que a vida anda tão acelerada. Quantas vezes perguntei pra mim, será que sou só eu que ando correndo de um lado para o outro, terminando os dias com a sensação que eu fiz tanto e que ainda há tanto a fazer? Percebi que não. A vida anda corrida pra todo mundo e o relógio não espera por ninguém. Há coisas urgentes que precisam ser feitas todo o tempo. E nessa lista tao grande de urgências, quantas coisas a gente deixa para trás.

Vira e mexe alguém escreve pra mim. Um email carinhoso, outro preocupado, pedidos para eu voltar a postar. Vira e mexe eu passo aqui e tem uma mensagem de encorajamento ou um agradecimento por um post que escrevi. Testemunhos de pessoas que foram tocadas por uma palavra, que encontraram conforto pra continuar depois de algo que leram aqui. E meu coração se enche de alegria, e agradeço ao Pai pelo presente que é escrever! Quero recomeçar, quero redescobrir a motivação que um dia me levou a criar o Delirantemente Feliz. Peço a Deus que me ajude, que me dê inspiração. Como eu disse num post muito tempo atrás, eu não escrevo para que ninguém me leia, eu escrevo pra mim mesma, para que um dia eu reviva a emoção de cada momento que passou. Mas, é bom saber que não estou sozinha, que você me lê e que de alguma forma faço diferença pra você! Obrigada por cada demonstração de carinho e por você que nesse tempo que estive fora, passou por aqui na esperança de me encontrar. Agradeço a Deus por cada um de vocês que sempre passa por aqui!

8 de julho de 2013

Boa noite!

Hoje o Davi dormiu a primeira noite inteira na cama dele e eu queria registrar aqui para nunca mais esquecer. Esperei muito por esse dia e a verdade é que nem esperava que ele chegasse tao rápido. Ok, ele já completou dois anos e algumas crianças dormem a noite toda a partir dos seis meses, mas a minha experiência com o Miguel me fazia acreditar que o Davi só dormiria direito depois dos três anos. 
 
Os meninos sempre tiveram o sonho muito agitado e me lembro de já ter acordado umas onze vezes numa noite para amamentar. Ah, por falar em amamentacão, o Davi finalmente largou o peito. Pensei que seria mais díficil, mas fui conversando com ele, explicando que ele ia fazer dois anos e que já não precisava mais mamar e com o tempo ele mesmo foi rejeitando o peito, dizendo que estava estragado. Foi na hora certa para nós dois e me sinto realizada e feliz por ter conseguido oferecer ao meu filho o meu melhor. Nunca foi minha intencão amamentar dois anos, mas desde o inicio sabia que não importaria o tempo, mas que duraria enquanto fosse bom para nós dois. E assim aconteceu, ele amadureceu, eu já não queria mais e juntos passamos para uma nova fase.
 
Voltando a noite perfeita que tivemos, estou feliz, mais descansada e (bem) menos estressada. É incrível como uma noite de sono pode fazer bem para a alma e o corpo da gente. Espero que essa noite se repita e que cada vez o sono dele se torne mais tranquilo, para o bem dele e minha sanidade mental. Por falar em mente saudável, tenho reparado que todas as mães de crianças pequenas que conheço são extremamente estressadas. Isso me faz perceber que sou uma mãe normal, apesar de todo o meu estresse.

29 de maio de 2013

O valor de um abraço


"Aproxime-se mais. Tente sentir o que um abraço é capaz de fazer.

Quando bem apertado, ele ampara tristezas, sustenta lágrimas, combate incertezas, põe a nostalgia de lado. É até capaz de amenizar o medo.

Se for cheio de ternura, ele guarda segredos e jura cumplicidade. Um abraço amigo de verdade divide alegrias e se apraz em comemorações.

Trata-se de pequenas orações de fé, de força e energia. Olhe para o lado: há sempre alguém que quer ser abraçado e não tem coragem de dizer. Abrace-o.

O pior que pode acontecer é ganhar de volta um sorriso de carinho ou, quem sabe, uma palavra sincera.

Você vai descobrir que ninguém esta sozinho, e que a vida pode ser um eterno céu de primavera."

(Autor desconhecido)

13 de maio de 2013

Teve casamento? Teve, sim senhor!!!

Algumas pessoas tem me perguntado como foi o casamento. Lembram que que eu postei aqui que me casaria de novo (com o mesmo marido)? O casamento saiu mesmo e foi lindo, emocionante e bem mais do que tudo o que eu havia sonhado. É engraçado como a gente sonha a vida toda com esse dia! Não conheço nenhuma mulher que não queira se casar. Algumas até batem o pé e insistem que não tem a menor vontade, mas até as mais duronas, se amolecem e cedem ao sonho. Digo isso por ter tido a oportunidade de participar do casamento de uma pessoa que jurava que não se casaria nunca, que só juntaria os trapos, que casamento se tratava apenas de um papel. Ela tremia tanto na hora de entrar na igreja que eu achei que ela não fosse aguentar. Sem falar que depois do pedido, ela incorporou o papel da noiva e embarcou de cabeça nesse sonho. Se até as duronas cedem aos encantos do grande dia, imaginem eu, a eterna sonhadora!

Uma das perguntas que mais ouvi durante os preparativos do casamento e até mesmo no dia por alguns convidados, foi se, por já ser casada no civil, eu sentia a mesma emocao de uma noiva comum. Como assim? Acho que fui mais noiva que muita noiva por ai, viu? Me envolvi em tudo. Escolhi cada detalhe e coloquei um pouco de mim, do Bebeto e da nossa história em tudo. Quem foi ao nosso casamento e nos conhece bem pode comprovar isso. O casamento foi carregado de emocao e cada cantinho daquele salão, carregava um pouco de nós dois.

A nossa história estava impressa na escolha do cardápio, nas flores, em cada música que tocou, em cada foto e frase que escolhemos juntos e até no cardápio. Algumas coisas fizemos questão de levar daqui: garrafinhas, gaiolinhas, porta retratos, doces, chocolates suicos, biscoitos e pães de mel para a mesa do café. Cada detalhe que fez daquela noite a mais maravilhosa e inesquecível de toda a minha vida. Naquele dia não importava se eu havia me casado no civil há cinco anos atrás. Para falar a verdade eu nem me lembrava disso. Era como se fosse a primeira vez. Eu estava ali para firmar diante das nossas famílias, amigos e principalmente diante de Deus o nosso compromisso de amor. Estávamos ali confirmando que Ele nos uniu, que Ele nos fez um e comemorando o presente de sermos feitos por Ele um para o outro e ambos para os nosso filhos. A partir de hoje vou contar um pouquinho aqui no blog sobre o nosso grande dia. Pensei em esperar as fotos oficiais, mas já que elas ainda vão demorar um pouquinho, vou compartilhando os detalhes que são muitos. Espero que vocês gostem, por que eu já estou amando a ideia de mergulhar novamente em tudo o que eu vivi no dia cinco de abril.

Ah, ontem foi o dia das mamaes! Espero que cada uma mamãe que passa aqui tenha tido um dia repleto de alegrias e bencaos! E para não deixar passar em branco deixo aqui uma lembrancinha com todo o meu carinho e amor.




10 de maio de 2013

Dia dos pais na Alemanha

Ontem foi comemorado o dia dos pais na Alemanha.  Na verdade aqui a data é comemorada junto com o feriado de Christi Himmerlfahrt, uma espécie de assencao de Jesus aos céus. Segundo a tradicao, os pais deixam as crianças e esposas em casa e bebem até não se aguentarem em pé. 

Como nessa época, normalmente as temperaturas já estão agradáveis, eles saem munidos de comida e bebida e fazem piqueniques ou caminhadas pela floresta. Muitos saem a pé ou de bicicleta, mas ainda existem os que se arriscam e arriscam os outros saindo de carro. Segundo as autoridades, o número de acidentes de trânsito nessa data é três vezes maior que em qualquer outra. 

O apelo comercial da data não existe, pelo menos não como no Brasil. Por exemplo, a data é sempre próxima ao dia das mães. Na escola eles sempre preparam algo para as mães, mas o Miguel nem sabe que é o dia dos pais também.  Eu confesso, também não me lembro da data antes dela chegar, provavelmente por que aqui em casa a gente prefira comemorar no estilo e data brasileira e por que para mim dia dos pais sem filhos nao é dia dos pais.

7 de maio de 2013

A escolhida da vez

Teve um tempo em que eu precisava incluir milho verde em todos as refeiçoes aqui em casa. O tempo foi passando, as preferências gastronômicas também. O filho mais novo chegou e mostrou logo que seu negócio é outro. E com vocês a escolhida da vez: leguminosa rica em cálcio, fósforo, ferro, enxofre, potássio, cobre, vitaminas A, B e C. Sim, a ervilha! Sou uma mãe sortuda ou não sou?

6 de maio de 2013

Recomeçando...



Eu confesso que inúmeras vezes pensei em desistir do blog. A vida se tornou tao agitada e corrida por aqui, que  encontrar um "tempo para mim" em meio a corrida incansável do relógio se tornou um luxo que eu achei que não merecia. Mas, percebi que eu estava errada. Escrever faz bem para a minha alma. As vezes quando estou triste, sento aqui e releio alguns dos posts que escrevi há alguns anos atrás e me alegro, me surpreendo, me renovo. 

Então resolvi recomeçar. Decidi dar ao Delirantemente Feliz uma nova chance. Ele me faz feliz e através dele conheci tantas pessoas especiais, recebi tantas boas oportunidades e registrei coisas que vão fazer uma diferença danada lá na frente. E nada melhor do que aproveitar um dia lindo de primavera para recomeçar. Afinal, depois de um longo e duro inverno, as árvores dão o seu lindo exemplo de recomeço, se enchendo de novas flores, de novas folhas. Que esse recomeço traga alegria para mim e para cada um de vocês que estiveram aqui na minha ausência, talvez na esperança de receber uma notícia, ou numa resposta do google para a sua pergunta. A presença de vocês me motiva, me inspira e me alegra!

"As folhas da árvore caem no outono e outras novas surgem na primavera. A cada primavera a árvore se renova e os galhos ganham brotos que se transformam em novos galhos. Isso faz a árvore crescer sempre um pouco mais ao término de cada ciclo, e suas raízes ficarem mais profundas. É no recolhimento do inverno que a árvore acumula a força necessária para o crescimento a cada renovação. Todo tempo de espera é tempo de crescimento e aprendizagem.
A vida é um fluxo contínuo constituída de tempos que se renovam, assim como as estações do ano. Tudo é mutável, nada é permanente. Sempre a primavera, nunca as mesmas flores – resume com perfeição a mutação e a renovação, o ciclo do eterno retorno. Quando respeitamos os ciclos, a vida flui mansa e plenamente, se renova e permitimos nossa própria evolução."

24 de janeiro de 2013

Banguelo

Eu não lembro de ter visto nenhum criança que perdeu o primeiro dente antes dos 5 anos. Mas, sempre tem uma primeira vez...

13 de janeiro de 2013

Preciso da ajuda de vocês!

Eu nunca imaginei escrever um post desses por aqui e preferia estar aqui para dar boas noticias, mas infelizmente hoje estou aqui por um motivo diferente e para pedir a ajuda de cada um de vocês que passa por aqui. 

Uma amiga, que conheci inclusive através do blog, está com o marido desaparecido desde ontem, às 7 horas da manha. Ele saiu para surfar na praia do Jardim Imperador, Peruíbe, São Paulo. O nome dele é Augusto Aguiar e estava com uma bermuda branca com florais azul e com a prancha. A família está muito aflita, sem noticias. 

Estamos todos numa grande corrente de oracao e divulgando através da internet as fotos e contatos da família. Se você conhece alguém da região ajude a divulgar também. E nao deixem de orar, por que certamente Deus pode mover os céus e mudar toda essa situacao, além de que só Ele pode trazer conforto aos familiares. A sensacao de ter alguém que amamos desaparecidos é uma das piores pelas quais podemos passar.
QUEM TIVER ALGUMA INFORMAÇÃO FAVOR CONTATAR PELOS FONES (13) 97337848, (13) 97155785, (13) 34563317 com Luis Coelho.

18 de dezembro de 2012

Reflexões


Dois meses sem escrever e como dois meses não são dois dias, não vou nem tentar atualizar o blog com tudo o que aconteceu nesse tempo, senão o texto vai ficar enorme, cansativo e vocês não vão conseguir passar da primeira página.

Na próxima quinta, completo 35 anos e com a proximidade da data, tenho me percebido mais reflexiva sobre a minha vida. Acho que todo mundo fica assim perto de aniversário. A gente começa a pensar em tudo o que passou, nos caminhos que percorreu para chegar onde estamos; pensamos no que poderíamos ter feito de maneira diferente, nas coisas que faríamos da mesma forma, nas conquistas, nas perdas, nos sonhos realizados.

Eu sou muito grata a Deus pelos anos que vivi até aqui, especialmente pelo último. O ano de 2012 foi muito bom pra mim e para a minha família. Não que eu tenha tido apenas momentos bons, pelo contrário, tive bastantes lutas, mas no fim, me vi vencendo todas as dificuldades, superando os obstáculos e me tornando alguém realmente melhor. Todo ano eu peco a Deus um presente no meu aniversário e tenho repetido o mesmo desejo nos últimos anos. Ele tem me presenteado com isso, e me sinto realmente feliz e grata, por que Ele tem me dado o que considero o mais importante nessa vida: mais Dele.

 Agora, mudando de assunto, como tem sido a preparacão de natal de vocês? Essa época é muito corrida, cheia de comemoracões e afazeres, né? Por aqui tem sido assim. Como eu e o Miguel fazemos aniversário em dezembro, estou a todo vapor com os preparativos para o casamento e vamos viajar no próximo sábado, nossa correria tem sido ainda mais intensa. Mas, eu gosto muito dessa época. Claro que tem o frio, que não facilita muito as coisas, mas em outros lugares tem o calor excessivo que também não ajuda, né?


Deixo as fotos para ilustrar alguns momentos bons dos últimos meses. Assim não fica tao cansativo. Obrigada a todos que tem passado por aqui, mesmo quando não tem post novo. O carinho de vocês tem feito uma grande diferença na minha vida.



17 de outubro de 2012

Vestida pra casar!

O blog tá de cara nova, acompanhando o novo momento que estou vivendo. Lembra que eu disse aqui, que estava organizando o meu casamento religioso? O tempo passou, eu não falei mais nada do assunto e acabei desistindo. Na verdade, me assustei com o valor de um casamento e não estava disposta a gastar tanto dinheiro em uma festa.

Mas, o tempo passou, o sonhou continuou aqui dentro do coracão da noiva e do noivo também. E já que em abril do ano que vem, vamos fazer cinco anos de casados (a gente se casou apenas no civil), decidimos que seria a ocasião perfeita para realizar o nosso sonho da maneira que a gente sempre quis, sem precisar gastar rios de dinheiro para isso, mantendo as nossas cabeças nas nuvens, mas os pés sempre no chão.

Então, já há alguns meses eu respiro casamento. Não contei aqui antes, por que esperei confirmar e pagar alguns fornecedores, para ter certeza que dessa vez era pra valer. Gente, é pra valer mesmo! Eu vou me casar! E já até experimentei um vestido de noiva! Já tenho a data marcada, o lugar escolhido e reservado, já tenho cerimonial e estou olhando cada detalhe com toda a dedicacão, carinho e zelo de uma noiva delirantemente feliz e sonhadora. Já até fiz o Save the Date e estou me segurando para não mandar pra todo mundo cedo demais.

Não está sendo fácil organizar tudo à distancia. Quem me conhece sabe que sou daquelas que gosta de colocar a mão na massa e resolver tudo. Mas, estou tendo que me adaptar, pesquisar, sonhar e escolher cada detalhe desse dia, vencendo a barreira da distância. Gente, casar é bom demais, né? Com o mesmo marido então, nem se fala! Mas, organizar casamento não é só flores, como todo mundo pensa. Dá trabalho, emagrece algumas, engorda outras (no meu caso!), embranquece os cabelos. Mas, é aquele sofrimento que toda mulher quer.

Então é isso. Até abril do ano que vem, esse novo template e assunto, provavelmente, vão estar estampados por toda parte onde a Liza passar. E que esse assunto não os canse e os leve pra longe daqui, viu?. E que esse assunto, também nos leve a pensar que todos somos noivas, a espera do nosso Noivo, do Amado da nossa alma. E que como noiva zeloza e amada, temos que nos preparar cuidadosamente para o dia em que estaremos face a face com nosso noivo, nosso amado Jesus. O casamento está próximo!!!

12 de outubro de 2012

A minha infância

A Beth propôs uma brincadeira gostosa para o dia das crianças. Nos convidou a transpor as barreiras do tempo, voltar ao passado, à infância e falar um pouco do que a gente viveu naquela época, que ouso dizer, é a mais colorida da vida de cada um. Pena que a gente só percebe a leveza daquele tempo, quando ele já passou e quando já fomos contaminados pelo vírus da seriedade da vida adulta.

Eu me lembro de alguns cheiros da minha infância: guaraná brama que nunca faltava na merendeira, marrom glacê, cheiro da fábrica de biscoitos... Eu me lembro do gosto do mel que o papai sempre trazia, do chup chup de maracujá, bala de maca verde e também do biotônico fontoura que a gente tomava a contra gosto para ficar forte. Me lembro de tomar muitas injecoes besetacil e de pensar que não existia dor maior que aquela no mundo. 

Me lembro de brincar e de brigar muito com o meu irmão. Da alegria e comemoracao com a chegada da minha irmã. Ah, me lembro de um bolo de palhaço com cabelo de fios de ovos, dos salgadinhos e da alegria da comemoracao de um dos meus aniversários. Das minhas bonecas preferidas, das minhas roupas preferidas, de alguns bons amigos... Do carinho e do cuidado dos meus pais. Que delícia voltar ali! 

A vida passa rápido demais e a gente cresce! Não deveria crescer, mas cresce! E abre mão da inocência da infância, e complica o que deveria ser tão simples. Perdemos tempo colecionando mágoas e nos esquecemos que quando eramos crianças era tao fácil perdoar, apagar da memória e voltar a brincar. Ah, como seria bom se vívessemos como crianças, mesmo já sendo velhos! Difícil? Pode ser que sim. Mas, impossivel não é! 

Feliz dia das crianças para a criança que vive em você!






9 de outubro de 2012

Um mês depois

Hoje o Miguel completou um mês na escolinha nova e esse aniversário me trouxe à memória todos os sentimentos que eu carregava antes dele começar. Eu escolhi a escola que me disseram ser a melhor da região, pedi a Deus que nos desse uma casa perto dela e que nos desse uma vaga para o Miguel, se essa fosse a Sua vontade. E aconteceu tudo da maneira como eu havia pedido à Ele. Eu estava excitada, feliz e segura que ele teria uma nova chance. Uma chance bem diferente das chances que ele tinha recebido até então. 

Acho que já contei aqui no blog, o quanto foi difícil para nós na escolinha anterior. Por causa do atraso de fala do Miguelzinho, a dificuldade de se comunicar e por não ser entendido por nenhuma outra criança ou adulto, ele criou um método de se defender e de expressar o que queria e era muito agressivo com as outras crianças. Ele foi chamado de "criança problemática" e mesmo depois, quando já podia conversar, quando já não mordia mais, ninguém fazia a menor questão de entendê-lo. As portas estavam sempre fechadas para tudo o que a gente pedia. O direito dele era de estar na escola três horas por dia, metade do que as outras crianças ficavam e para todo o resto a resposta era um duro não. Foi um tempo difícil, de muita dor e de muitas provacoes. E então um tempo novo chegou para nós!

A escola nova só oferecia vagas para crianças que ficassem acima de 8 horas por dia. Isso pra mim foi um choque. Ok, eu sabia que ele precisava de contato com a língua alemã e com outras crianças, mas nunca tinha passado sequer pela minha cabeça, que meu filho iria comer fora de casa e ficar tanto tempo longe de mim. Outro choque, foi que nos primeiros três dias eu precisaria estar com ele o tempo todo na escolinha, facilitando a adaptacao dele. Seria bom se eu tivesse alguém que cuidasse do Davi, mas eu não tinha e tive que levar o pequeno junto, e não foi nada fácil controlar um bebê no meio de tantas crianças.

Naqueles dias, percebi o quanto o Miguel era importante e bem vindo lá. Hoje sou agradecida por aqueles longos três dias. Eu nunca escondi o histórico de agressividade dele, nunca escondi o problema de fala e ninguém nunca olhou o meu filho diferente de qualquer outra criança de lá. O Miguel se adaptou à tudo, inclusive à comida. Nunca foi agressivo, consegue se comunicar e tem amigos. Ele adora ir para a escolinha, se sente bem e feliz lá. Tem dias que me pede para buscá-lo mais tarde, por que quer ficar mais tempo. 

No primeiro dia eu senti uma confusão de emocoes. Uma parte de mim estava feliz, outra tao amedrontada... Eu sabia que seria um novo desafio e carregava tantas experiências anteriores ruins, que por mais que acreditasse que seria diferente, em alguns momentos eu imaginava que passaria por todos os problemas e preconceitos novamente. 

Hoje, um mês depois, o meu coracão se enche de gratidão! Todas as experiências difíceis, serviram de degraus para o que estamos vivenciando hoje. Foi um  tempo difícil, mas necessário para o crescimento de cada um de nós na nossa família. A dor é ruim no momento que vivemos, a provacão parece sempre um obstáculo grande demais.  Mas, ao sair do deserto, quando olhamos para trás, vemos tudo o que vamos vencendo ao longo da nossa caminhada. Percebemos que as aflicoes nos aproximam mais de Deus, e que elas são pequenas demais perto do que Ele já levou por nós. E  nesse momento a gente se enche de forca, fé e gratidão. 

Nada é para sempre, nenhum problema, nenhuma luta. Tudo passa tao rápido, que quando nos damos conta, o hoje já se fez amanha. E assim vamos caminhando, certo de que novas aflicoes surgirão no caminho. A gente não está livre delas num mundo tao contubardo quanto o nosso, mas tenho certeza que a vitória estará sempre lá para àqueles que tiverem fé.

21 de setembro de 2012

Carta de uma mãe com câncer

"Esta é uma carta escrita por Laura Gaultney Black para seus 3 filhos de 4, 7 e 9 anos. Aos 32 anos de idade, Laura descobriu que tinha câncer de mama quando estava grávida de sua terceira filha. Ainda grávida, ela sofreu uma mastectomia e teve sua filha via cesariana ainda com 33 semanas de gravidez, a fim de começar imediatamente a quimioterapia. O câncer de Laura foi curado. 

Porém, 8 meses mais tarde, ele retornou e se espalhou para outros órgãos, como o pulmão. Durante 5 anos, Laura lutou contra esse inimigo silencioso que aos poucos a matava. Durante esses 5 anos, Laura esperou por um milagre de Deus, sabendo que não existia nada na medicina que pudesse curá-la. Diariamente, ela orava e pedia que Jesus a concedesse o privilégio de criar seus 3 filhos, mas que a vontade dEle fosse feita, e não a dela. Como uma serva boa e fiel, Laura combateu o bom combate. Com dignidade, ela completou a carreira e guardou a fé. 

Deus não concedeu o milagre que ela tanto pediu, mas como uma filha obediente ela foi fiel até a morte. Dois dias antes de morrer, Laura escreveu em seu blog, “chegou a hora de terminar essa corrida do câncer”, e morreu dizendo “eu terminei, mas eu não desisti”.

Num mundo em que o Evangelho tem sido usado como produto de barganha para ganho e benefício próprio, o testemunho dessa irmã de fé é um encorajamento, como também um tapa na cara de todos nos cristãos que vivem esperando de Deus uma vida confortável, cheia de saúde, riqueza e felicidade. Como Laura disse nessa carta, viveremos estas coisas plenamente quando estivermos na presença de Deus. Hoje, Laura entende completamente o que agora só entendemos em parte."

Marcela Soares Arledge

Queridos Will, Gracy e Caroline,

isso é o que eu quero que vocês saibam a respeito de sofrer pelo Evangelho.

Ninguém te avisa que talvez a parte mais difícil de viver seja morrer. Desde o dia 23 de abril de 2012, meu corpo tem continuamente falhado. Eu já não posso mais respirar sozinha sem a assistência de máscaras de oxigênio. Posso andar apenas curtas distâncias. Minhas costas muitas vezes travam. Estou cansada. Coisas que costumavam ser tão simples agora parecem muito difíceis. Parte meu coração não poder cuidar mais de minha família e até de mim mesma. Ah! Como eu adoraria ir pegá-los na escola mais uma vez. Como desejo poder sentar com todos vocês em uma mesa de restaurante e comermos uma refeição sem minhas crises de tosse ou sem estar conectada a um tanque de oxigênio. Só poder levá-los à piscina por uma tarde e assisti-los nadar seria delicioso. Este é certamente o momento mais difícil que já encarei.

Will, esta manhã acordei ao som do seu choro, deitado ao meu lado na cama. Quando lhe perguntei o que havia de errado, numa tentativa de me proteger, como você sempre faz, você simplesmente disse “Eu tive um pesadelo”. Mas eu te conheço, e eu sabia o que você estava pensando. Apesar de não termos conversado sobre isso, você consegue ver. Você e Gracy conseguem ver o que está acontecendo diante de seus próprios olhos. Mas pela graça de Deus, acho que Caroline ainda é muito novinha para entender. Ver-me assim parte seu coraçãozinho, e vê-lo assim parte o meu em mil pedaços. Eu simplesmente lhe segurei e disse “Não tem problema chorar. Eu já chorei. Papai já chorou. Isso tudo é muito triste. Mas não vamos desistir de ter esperança. Vamos continuar pedindo por um milagre”. Então nós dois oramos juntos. E aí, você dormiu.

Sim, meu corpo está morrendo. Não há qualquer esperança na medicina. Não há esperança em nada, apenas em um milagre. Mas isso já é suficiente. Deus é suficiente. Vou esperar nEle. Minha oração é exatamente a mesma de Cristo antes de encarar a cruz. “Meu Pai, se possível, passe de mim este cálice; no entanto não seja feita a minha vontade, mas a Sua”. Apesar de ser muito difícil pra eu orar pedindo para que a vontade de Deus seja feita, porque quero muito viver, não ouso terminar essa oração de outro modo porque creio que pedir por qualquer coisa que não seja a perfeita vontade de Deus seria pedir por algo imperfeito para todos nós. Amo tanto vocês que não posso pedir nada que não seja a vontade perfeita do Pai. Não posso compreender como eu morrendo seria o melhor para todos nós, mas confio que se é isso o que Deus decidir, então é o melhor. Isso é apenas um pouquinho do que andar pela fé e não por aparências significa. Qualquer que seja o resultado, iremos louvar a Deus sabendo que é a sua vontade boa e perfeita.

Antes de ficar muito doente, fui convidada para dar um testemunho em um estudo bíblico de mulheres na igreja de Briarwood a respeito de sofrer pelo Evangelho. Depois que fiquei muito doente, percebi que provavelmente eu não poderia estar presente para dar esse testemunho. Por isso, decidi escrever o testemunho, para que outra pessoa lesse para o grupo de mulheres. Decidi que esse conceito é tão importante que seria bom o incluir em umas das cartas que estou escrevendo para vocês.

Paulo diz a Timóteo: “participa comigo dos sofrimentos, a favor do evangelho, segundo o poder de Deus, que nos salvou e nos chamou com santa vocação; não segundo as nossas obras, mas conforme a sua própria determinação e graça que nos foi dada em Cristo Jesus, antes dos tempos eternos, e manifestada, agora, pelo aparecimento de nosso Salvador Cristo Jesus, o qual não só destruiu a morte, como trouxe à luz a vida e a imortalidade, mediante o evangelho, para o qual eu fui designado pregador, apóstolo e mestre e, por isso, estou sofrendo estas coisas;” (2 Timóteo 1:8-12). Então, no capitulo 2:3, Paulo diz: “Participa dos meus sofrimentos como bom soldado de Cristo Jesus.”.

A primeira pergunta que você deve se fazer é: “Por quê?”. Por que um Deus amoroso permitiria que Seus preciosos filhos sofressem ou até mesmo os chamaria a sofrer? Quero dizer, Deus pode fazer qualquer coisa. Por que o Evangelho não pode ser: “Venha a mim e te darei saúde, riquezas e felicidade”? O Evangelho não podia ser assim? Alguns falsos pregadores da Palavra dizem ser esse o Evangelho. Nada poderia ser mais distante da verdade! Existem elementos de saúde, riquezas e felicidade na caminhada cristã, mas não acontece do lado de cá.

O problema é que somos criados com mentes finitas. Somos limitados em nossos pensamentos porque foi assim que Deus nos criou – limitados. Nenhum de nós pode entender plenamente a eternidade. Podemos tentar. Podemos chegar perto, mas não podemos realmente entender. Então, aqui estamos nessa terra, com nossas mentes finitas, tentando entender um conceito que realmente não podemos compreender – então falhamos. E, quando falhamos, começamos a focalizar e nos concentrar naquilo que compreendemos, no que sabemos: essa vida. E quando focalizamos nessa vida, tudo parece tão sofrido, toda nossa dor, todos nossos problemas parecem tão dolorosos, tão equivocados, tão abandonados por Deus. Quando, na verdade, sofrimento não deveria ser uma surpresa para nós. Deus não apenas nos diz para esperamos por sofrimento, Ele quer que vejamos o sofrer por Ele como um privilégio. Por quê?

Sofrimento acrescenta ao Reino. Nada atrai mais a atenção das pessoas do que ver alguém sofrendo e dando um testemunho cristão ao mesmo tempo. Vamos ser honestos, você pode cantar Aleluias quando você ganha na loteria, quando seu primeiro netinho nasce no dia do seu aniversário ou quando você foi promovido, mas quem se importa? Não estou dizendo que não é bom louvar a Deus por essas coisas. Claro que você deve louvá-Lo por essas coisas e se alegrar nelas, mas isso não leva as pessoas em direção à cruz. Quando você se alegra e O louva nos momentos bons, isso é esperado. Entretanto, quando você se alegra e louva a Deus em meio ao sofrimento, isso direciona as pessoas à cruz de Cristo. Não há nada em nós que escolheria fazer isso, então quando outros nos veem tomando uma atitude como esta, eles percebem que é somente pelo sangue de Jesus. Apenas o amor de Jesus, somente a fidelidade do Pai, poderiam atrair nossos corações para tão perto dEle durante essas situações.

É por isso que sofrer pelo Evangelho é um privilégio tão grande – esse sofrimento nos dá a chance de levarmos outras pessoas até Jesus. E não é para isso que existimos? Temos toda a eternidade para viver com Jesus em saúde, riquezas e felicidade. Mas temos apenas esse breve sopro de vida na linha do tempo da eternidade para levarmos pessoas até Cristo. E essa é a única chance que temos de criar qualquer tipo de impacto verdadeiro durante nossas vidas – levar pessoas a Jesus.

Se Deus tivesse me perguntado: “Ei Laura, você quer ter câncer por 5 anos e deixar seus preciosos filhos assistirem seu corpo adoecer e minguar enquanto se preocupam se vão ou não perder sua mãe, não tendo nada que você possa dizer ou fazer para confortá-los, por que você mesma não saberá se irei curá-la ou levá-la? Isso irá trazer pessoas até Mim, o que você acha?”. Não sei o que eu teria dito. Gosto de pensar que eu confiaria em Deus o bastante e teria fé o suficiente para dizer: “Qualquer coisa por Ti, Senhor”, mas não sei. Mas Deus não me deu uma escolha. Da mesma forma, na vida, vocês não terão uma escolha de sofrer ou não. Vocês, meus queridos filhos, já foram expostos ao sofrimento através dessa minha jornada. Vivemos num mundo falho e caído, e vocês irão sofrer. A pergunta é: vocês irão sofrer em vão ou irão sofrer pelo Evangelho? Escolham sofrer pelo Evangelho. O que isso significa é que quaisquer que sejam as circunstâncias que se apresentarem em suas vidas, vocês irão escolher lembrar que Deus sempre os ama e que Deus é sempre bom. Se vocês realmente acreditarem nessas verdades, então terão a fé necessária para andarem com segurança no meio da escuridão. Se tiverem a fé para continuarem andando, vocês O verão ao longo da jornada e acharão lugares dignos de louvor e ações de graças. Quando vocês acharem lugares ao longo da jornada dignos de louvor e ações de graças, então vão e compartilhem isso com outras pessoas, e isso as levará até Jesus. Se vocês direcionarem pessoas para Cristo, então vocês terão sofrido pelo Evangelho.

Deus não me deu a opção de andar ou não por esse caminho, mas Ele tem me dado a misericórdia, a compaixão e a graça para andar por esse caminho. Descobri ser realmente verdade que as Suas misericórdias se renovam a cada manhã. Sua compaixão nunca falha. Sua graça é realmente suficiente. Até mesmo esse caminho duro e longo que tenho seguido tem sido repleto de bênçãos sem medida. Houve muitas, muitas pessoas que sofreram pelo Evangelho e nunca viram a recompensa por seus sofrimentos até que chegaram ao céu. Deus tem sido gracioso ao me permitir ver alguns dos benefícios gerados através desse sofrimento. Pessoas já me disseram que vieram a conhecer a Cristo por causa do meu sofrimento, outras aprofundaram na fé por causa do meu sofrimento, que a fé delas é maior por causa do meu sofrimento. Isso é suficiente. Espero que seja suficiente para vocês também. Se Deus escolher me levar de volta ao lar, por favor, saibam que tudo isso não foi em vão. Por favor, saibam que Deus permitiu que o sofrimento de nossa família levasse pessoas até Ele. Espero que vocês se alegrem nisso. Eu sinto muito, muito mesmo pelo sofrimento de vocês. Nem tenho palavras que possam adequadamente expressar o quanto sinto por vocês. Mas minha oração é que a glória de Deus seja maior que a dor que vocês estão sentindo. Amo tanto vocês três. Obrigada por andar por esse caminho comigo. Obrigada por me amar, apoiar, orar comigo e por mim, e por estarem ao meu lado todos os dias. Vocês não fazem ideia do quanto isso me ajudou. Sou para sempre grata.

Amo vocês,
Mamãe. 

Por Laura Gaultney Black Copyright © 1997-2012 CaringBridge®, a nonprofit organization. 
Tradução: cedida gentilmente ao voltemosaoevangelho.com por Marcela Soares Arledge.

10 de setembro de 2012

Desfralde tardio (e ainda assim no tempo certo)

Eu pesquiso muito sobre maternidade na internet. Mas, quando fui pesquisar sobre o desfralde tardio, observei que quase não existem textos que tratam desse assunto. Eu não acredito que algumas mães não tenham tido dificuldade em desfraldar os seus filhos, e que só tenham conseguido quando eles estavam mais velhos do que a idade "normal" que dizem por ai. Acho que a questão é a vergonha mesmo, afinal espalhar aos quatro ventos que você "falhou" desfraldando o seu filho aos 4 anos não parece ser um troféu que alguém queira levantar, ou melhor, quase ninguém, por que eu quero. 

Eu tentei desfraldar o Miguel três vezes. Desisti nas duas primeiras, quando percebi que ele ainda não tinha maturidade suficiente para isso. Na primeira vez, ainda havia o empecilho da língua. Ele demorou demais para falar e não pedia para ir ao banheiro. Ah, quantas vezes as pessoas me olharam com olhar de desaprovação por ele com três anos ainda usar fraldas. A minha consciência mesmo, lançou sobre mim inúmeras dúvidas que me fizeram questionar a minha capacidade como mãe. Por vezes achei que o dia do desfralde jamais chegaria. Enfim chegou e eu aprendi muito nesse tempo e nessas três tentativas, e quero compartilhar um pouco com vocês.

A primeira coisa: não existe idade certa para desfraldar uma criança. Ela pode estar pronta antes dos dois anos e pode só estar pronta aos quatro anos e meio, como foi no meu caso. Imagino que exista crianças que precisem de mais tempo que isso. O segredo é observar a criança, conhecê-la e não submetê-la à algo para qual ela não está preparada. E não pense que o tempo certo não vai chegar ou que você não saberá reconhecer os sinais. Chegará e você também estará preparada, por que nós também precisamos de preparação já que somos essenciais para tornar esse processo mais fácil para os nossos filhos.

Eu sempre soube que seria um tempo difícil, que eu teria que limpar xixi no chão, no sofá e em lugares inimagináveis. Confesso que algumas vezes joguei cuecas no lixo, por achar impossível limpá-las. As mamães do tempo da fralda de pano eram mesmo heroínas, não eram? Em alguns dias, ou melhor em muitos, eu quis voltar atrás, desistir e continuar com a fralda. Inclusive desisti nas primeiras duas vezes, né? Mas, se você sente que a criança está pronta, vença as dificuldades junto com ela e saiba que essa fase passa muito rápido. Não volte atrás, siga em frente, afinal é um processo pelo qual a gente terá que passar,.

O tempo do desfralde é algo bem pessoal. Com o Miguel durou menos de duas semanas, mas algumas amigas levaram meses até conseguir. Não fique comparando o seu filho com outras crianças. Ele é único e especial. Para algumas coisas ele terá facilidade, para outras não. Lembre-se cada um tem um dom, cada um tem uma função, assim como cada órgão do nosso corpo que tem uma função e que só juntamente com todos os outros órgãos podem fazer com que o corpo funcione perfeitamente. E não dê ouvidos à opiniões que te fazem mal, não dê ouvidos ao que te faz sofrer, ao contrário do que dizem ai, a voz do povo não é a voz de Deus e Ele não julga, não faz diferença entre as pessoas, ao contrário, ama você, o seu filho e no tempo certo é quem capacita vocês para todas as coisas.

Dizem que o desfralde noturno leva mais tempo. O Miguel já não fazia xixi a noite meses antes do desfralde diurno. Como eu disse, cada criança é uma criança. Sabe como eu fiz para saber se podia mesmo tirar a fralda da noite? Comecei a olhar a fralda dele bem cedinho, assim que ele acordava. Só não deixava passar muito tempo, por que normalmente as crianças fazem xixi assim que acordam, o que poderia me confundir. Dizem que se em três de cinco dias a criança acorda seca, ela está pronta.

E por fim, comemore a vitória de vocês! Deixe a criança saber o quanto você tem orgulho das conquistas dela. Engraçado que até hoje o Miguel sai do banheiro me gritando para contar que fez "caca" e pede para deixar para o pai ver quando chegar. E a gente ainda comemora e vibra juntos! Claro que as vezes escapa um pouquinho de xixi, quando a brincadeira está divertida demais e ele se esquece de todo o resto. Nessas horas não cobre, não brigue, não se estresse. Diga a ele com todo o amor do mundo o quanto isso é normal, afinal me fala se você depois de desfraldado nunca fez xixi na cama? Eu fiz e como fiz!